As audiências públicas praticadas pela Câmara Municipal de Bauru constituem um instrumento de aperfeiçoamento democrático e de grande avanço político em nossa cidade, como já tive a oportunidade de afirmar ao assistir e participar de algumas delas.
É a expressão mais legítima da chamada democracia participativa que nos remete, historicamente, às origens da Democracia Ateniense, na qual os cidadãos votavam em praça pública, de “mãos erguidas”, tomando suas decisões. É verdade que só os cidadãos votavam. Os escravos, não. Evoluímos.
Na audiência pública do dia 30 de novembro, convocada para examinar problemas referentes ao Fundo de Tratamento do Esgoto (FTE), não foi diferente. Presenciamos profundos e esclarecedores debates proporcionados por respeitados e renomados profissionais do direito, da economia, vereadores, juristas, representantes diversos e populares. Tudo para aperfeiçoar e melhorar a vida da cidade e dos seus cidadãos. Verdadeira aula de cidadania.
Um ponto apenas, na minha modesta opinião, merece reflexão. Restou uma “questão aberta”...
Falo do ex-presidente do DAE dr. Rafael Ribeiro, descendente de família de autênticos servidores públicos, probos e inatacáveis. Seu avô, sr. Rubens Ribeiro, foi chefe do Departamento Financeiro da Noroeste do Brasil, exemplo de retidão e honestidade; seu pai, dr. Luiz Fernando Ribeiro, profissional da medicina por muitos anos, militante e dirigente político da velha guarda, foi secretário Municipal da Saúde; sua mãe, a professora Dênis Ribeiro, servidora pública, educadora reconhecida e respeitada, ministrou aulas na saudosa escolinha da RFFSA.
Por tudo isso, o jovem Rafael Ribeiro não pode sofrer, como na Grécia Antiga, a pena do ostracismo e do banimento. Mãos limpas, não alcançou recursos públicos e nem os desviou em benefício próprio. Merece o respeito e a consideração de todos pela sua vida e pela sua história.
Isaias Daibem