Tribuna do Leitor

O FAMIGERADO JEITINHO


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Por que não oficializar o que já era intencional em governos passados? E por que não desburocratizar as exigências para que entidades fantasmas recebessem - como receberam - dinheiro público sem transporem os cumprimentos exigidos pela legalidade? O presidente Lula, se não incorreu em omissão pelo menos foi orientado a estimular o malfeito. Por quem, iremos saber logo que a Polícia Federal concluir as investigações. A ponta do iceberg o Jornal O Estado de S. Paulo há dez dias vem mostrando ao Brasil. A “puxada” da linha de pesca vem vislumbrando o peixão fisgado, do tamanho que pescador nenhum do mundo - por maior que seja as exaltadas e conhecidas mentiras existentes no linguajar popular- acreditará. Que final de governo! O presidente fanfarrão não terá - como tem ainda - os microfones para reverberar verdades que só ele acredita existir.

O presidente falastrão não terá as oportunidades que teve nos últimos 8 anos, para alfinetar a imprensa naquilo que ela tem de mais sagrado defender: a liberdade de imprensa na tua totalidade legal e constitucional. A farra que 14 excelências do Congresso Nacional fazem com o dinheiro público é inacreditável. O “Estadão”, que já completou 500 dias de censura, informa “que foram contabilizados até agora, 14 parlamentares que propuseram mais de R$.5 milhões cada um de gastos para festas bancada com dinheiro público”. Só agora, depois do escândalo da tal farra vir à tona, é que o ministro Paulo Bernardo - que permanecerá no ministério da nova presidente - seccionou com afiado bisturi a orgia com o uso do dinheiro público. O corte foi devido “a percepção de fragilidade na aplicação do dinheiro detectada pela Controladoria Geral da União desde 2008”. Na exposição de motivos que encaminhou ao presidente Lula, porém, o ministro - que hoje serve a dois senhores - atribuiu o corte às restrições da Lei Eleitoral - com coisa que a tal Lei seja motivo de cumprimento pelo atual governo, haja visto seu descumprimento sistemático na última eleição. Balelas, como sempre, considerando o comportamento padrão do atual governo com relação a própria  Constituição brasileira. O corte nada mais foi do que a reação de malfeitores pegos em flagrante delito. Fecham-se em copas e ficam na muda aguardando silenciosamente a poeira assentar...Sempre foi assim! Oxalá a presidente eleita, que pelas primeira iniciativas publicadas pela imprensa, possa realmente confirmar ser diferente do atual governo lulista. Suas atitudes tem sido pautado em dar ao seu governo, a adaptação livre das impurezas atuais no aspecto gestão.

O presidente Lula, pelo abrandamento às exigências para enviar verbas federais a entidades privadas, contribuiu para a alimentação da indústria de “atestados de idoneidade”, sob alegação de que a redução da burocracia nas parcerias entre governo e sociedade estava a exigir a eliminação na LDO de 2010m e 2011, da necessidade de declaração do Fisco que comprovasse o funcionamento de institutos que quisessem receber recursos federais. Daí para os malfeitos era só transitar pela avenida arborizada em direção ao erário vilipendiado. 510 anos de desrespeito pela coisa pública. Já vai mais da metade de um milênio e continuamos a procura de um homem público para por termo a essa pouca vergonha. Temos que acabar com o “tudo é conseguido por intercessão de amigos poderosos”.

O governo tem obrigação de nominar os escroques que habitam o mundo das “entidades sem fins lucrativos”, onde também habita gente séria que, por conseqüência, sofre da contaminação negativa dos ditos escroques.

Nicanor Amaro da Silva Neto

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