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Índice que reajusta aluguel tem alta de 11,32% durante ano de 2010

Folhapress
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São Paulo - A inflação mensurada pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado como referência na maioria dos contratos de aluguel, desacelerou em dezembro ao subir 0,69%, ante a alta de 1,45% em novembro, de acordo com dados divulgados ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

No ano, a variação foi de 11,32%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 0,63%. No mês anterior, a taxa foi de 1,84%. O índice relativo aos bens finais retraiu 0,46%, em dezembro. Em novembro, este grupo de produtos mostrou variação de 1,34%. Contribuiu para a desaceleração o subgrupo alimentos processados, cuja taxa de variação passou de 5,58% para 0,63%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice bens finais (ex) registrou variação de 0,34%. Em novembro, a taxa foi de 1,89%.

A taxa de variação do grupo bens intermediários passou de 0,76%, em novembro, para 0,83%, em dezembro. O destaque coube ao subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,92% para 1,18%.

O índice referente a matérias-primas brutas teve sua taxa de variação reduzida de 3,92% para 1,66%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: bovinos (11,42% para -1,62%), soja em grão (9,72% para 2,58%) e milho em grão (9,54% para 4,41%). Em sentido oposto, destacam-se: minério de ferro (-8,13% para -2,24%), aves (0,97% para 8,02%) e mandioca aipim (0,64% para 1,86%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,92%, em dezembro, ante 0,81%, em novembro. Cinco das sete classes de despesa componentes do índice registraram acréscimos em suas taxas de variação, com destaque para habitação (0,27% para 0,43%). Nesta classe de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: aluguel residencial (0,49% para 1,03%) e condomínio residencial (0,11% para 1,10%).

Também apresentaram acréscimos em suas taxas de variação os grupos: saúde e cuidados pessoais (0,19% para 0,48%), educação, leitura e recreação (0,20% para 0,42%), despesas diversas (0,25% para 0,44%) e alimentação (1,91% para 1,96%).

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