Bairros

Recurso deve atrasar início das obras do novo Copom

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Um recurso apresentado ontem por uma das nove concorrentes do processo de licitação para a construção do novo prédio do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) regional poderá atrasar o início das obras, que tinha previsão para ser concluída em meados de 2011. Os envelopes com as propostas das empresas que participam do certame foram abertos anteontem em Bauru, mas uma delas, cujo nome não foi divulgado, exigiu o direito de apresentar um novo valor para a prestação do serviço.

Ela baseou-se nos itens 7.4 e 7.5 do edital de concorrência publicado no Diário Oficial do Estado em novembro deste ano. Neles, está garantida às microempresas e empresas de pequeno porte preferência na contratação. Desde que tenham proposto executar as obras por um valor até 10% superior ao da menor oferta, poderão apresentar novo preço, que deverá ser inferior ao da empresa melhor classificada.

Uma nova reunião, marcada para 5 de janeiro de 2011, então irá avaliar novamente as propostas. “Neste dia, provavelmente saberemos o nome da empresa vencedora da licitação, mas não há como garantir que nenhuma delas irá apresentar novo recurso logo em seguida. É uma situação que pode ocorrer, principalmente se a que ganhou agora não for escolhida na próxima avaliação”, frisa o coronel Pedro Batista Lamoso, comandante do CPI-4.

Assim que o nome da empresa vencedora for confirmado, ela terá dez dias úteis para iniciar a demolição da oficina e da unidade de saúde do CPI-4, localizados na Vila Antártica, que darão lugar ao novo prédio do Copom. Depois disso, terá prazo de até oito meses para concluir as obras, que foram orçadas em R$ 8,5 milhões. “Vale lembrar que este valor é o teto, porque o menor preço apresentado até agora foi de R$ 7 milhões. E pode ser que abaixe ainda mais”, acrescenta o comandante.

Sistema digital

Embora ainda dependa de trâmites jurídicos, é possível que a construção seja finalizada ainda em 2011, na opinião do coronel. Quando o prédio estiver pronto, entretanto, ainda terá de ser equipado com sistema digital integrado e central de videomonitoramento que contará com 20 câmeras estrategicamente posicionadas em diversos pontos da cidade.

“A construção do prédio é o que deve demorar mais. A compra dos equipamentos também depende de licitação, mas ocorre de maneira mais rápida e já tem verba destinada. Sabemos que a cidade está aguardando a implantação do videomonitoramento, mas temos de respeitar os prazos de todas as fases da licitação”, frisa Lamoso.

De acordo com o comandante, a central de monitoramento que será instalada em Bauru segue o mesmo projeto da Polícia Militar (PM) já implantado em outras cidades paulistas com mais de 200 mil habitantes. “É um sistema mais complexo, que está interligado em todo o Estado. Do Copom de Bauru, poderemos acessar câmeras, por exemplo, de Ribeirão Preto ou Sorocaba”, detalha.

Além das chamadas de emergência por meio do telefone 190, o novo Copom atenderá o 193, número do Corpo de Bombeiros, chamados do Policiamento Rodoviário e também da PM Ambiental. Com 2.800 metros quadrados de área, o prédio terá três pavimentos, onde serão abrigadas 30 cabines para atendimento de chamados (atualmente são 16), alojamento para 120 policiais com vestiários, salas de reunião, treinamento e descanso.

Também terá cozinha com refeitório e duas centrais de atendimento a portadores de deficiência, principalmente auditiva, além da central de videomonitoramento. Ainda dentro das melhorias que devem ser implementadas em 2011, a PM tem como meta dotar todas as viaturas oficiais com equipamentos de GPS.

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