Nova York - Duas irmãs condenadas à prisão perpétua no Estado do Mississipi deixaram ontem o presídio, 16 anos depois de sua chegada, sob a condição de que Gladys Scott, 36 anos, doe um rim para Jamie, 38 anos.
A suspensão da pena ocorreu no fim de 2010, mas apenas ontem elas deixaram a prisão, rumo à Flórida, onde vive sua família. Agora, elas têm um ano para fazer o transplante - do contrário, terão de cumprir pena.
Porém, a advogada delas dizem que a família não tem condições de bancar o tratamento e que há dúvidas se elas podem se qualificar ao sistema de ajuda federal.
O caso das irmãs Scott não tem precedentes no sistema judiciário americano, segundo alguns especialistas.
Ao justificar a decisão, o governador do Mississippi, Haley Barbour (republicano), disse que pesaram não só a saúde de Jamie mas também os custos do tratamento dela para o Estado.
Jamie fazia diálise três vezes por semana, tratamento que custava US$ 200 mil ao ano (R$ 337 mil) ao contribuinte do Mississippi.
As duas foram presas em 1993 e condenadas por roubo à mão armada, em uma ação que rendeu US$ 11.