Internacional

Enchentes deixam 90 desaparecidos na Austrália; 14 pessoas morreram

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Brisbane - Milhares de moradores da terceira maior cidade da Austrália deixaram suas casas ontem (horário local), já que grandes enchentes ameaçavam inundar o distrito financeiro, além de provocar pânico na compra de comida e deixar autoridades desesperadas na busca por mais de 90 desaparecidos. As maiores enchentes em décadas já mataram até agora 14 pessoas desde que deram início no mês passado à sua marcha devastadora pelo Estado minerador de Queensland, no norte do país. A catástrofe afetou a indústria do carvão de coque, destruiu a infraestrutura, levou a moeda local à mínima de quatro semanas e ameaçava colocar um freio na economia. Com o pico das inundações previsto para amanhã para Brisbane, capital de Queensland, cidade de dois milhões de habitantes, as equipes de resgate aproveitavam os raros raios de sol da quarta-feira para procurar aqueles que ainda estavam desaparecidos devido às enchentes similares a um tsunami, que destruíram cidades da região nesta semana."Acho que todos nós ficaremos chocados com o que eles encontrarão nessas cidades atingidas por aquele tsunami", afirmou a premiê do Estado de Queensland, Anna Bligh, a um canal de televisão. A piora da situação está forçando economistas a aumentar as estimativas do impacto econômico. Um membro do conselho do Banco Central teria dito que o desastre poderá custar o equivalente a 13 bilhões de dólares australianos, o dobro da previsão inicial. Em Brisbane, milhares de casas e negócios foram inundados, forçando moradores a abandonar seus lares com apenas alguns pertences em direção a áreas mais altas e abrigos. Segundo o prefeito Campbell Newman, o número de casas provavelmente atingidas pelas enchentes subiu para 19.700, sendo até 45 mil pessoas afetadas. O Exército está operando voos de resgate com helicópteros. Barragens construídas para proteger comunidades estão a ponto de romper. Anna disse que o rio Brisbane, que atravessa o centro da cidade, deve atingir sua capacidade máxima hoje, e que milhares de propriedades devem ser inundadas até lá. Mas, pediu calma. A primeira-ministra Julia Gillard viajou à cidade para inspecionar a devastação e disse que estava profundamente preocupada com o impacto das enchentes nos empregos.

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