Franco da Rocha - A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) reduziu mais uma vez ontem a vazão da represa Paiva Castro, na Grande São Paulo. Às 16h, o volume de água liberado pelas comportas passou de 10 m3/s para 5 m3/s. Apesar disso, o município de Franco da Rocha continua alagado. De acordo com Defesa Civil Municipal, o nível da água baixou um pouco e algumas áreas no centro da cidade não estão mais alagadas. Porém, o prédio da prefeitura e a cadeia pública permanecem debaixo d?água. Anteontem, a prefeitura decretou situação de emergência. Um gabinete adaptado foi montado em uma escola, na rua Azevedo Soares. Até ontem, o órgão ainda não tinha um balanço de pessoas afetadas ou que tenham deixado suas casas. Também não há informações de feridos ou mortos. A vazão da represa Paiva Castro chegou a ser de 80 m3/s. A represa Jaguari/Jacarei - que também faz parte do Sistema Cantareira - também teve as comportas abertas e trabalha com vazão de 40m3/s de água. A liberação da água provocou o transbordamento do rio Jaguari, causando enchente em bairros de Jaguariúna (123 km de SP) e Pedreira (137 km de SP). A Sabesp afirma que a represa contém 160 m3/s.
Posto vira quartel Após ter seus principais órgãos públicos submersos, Franco da Rocha teve de improvisar instalações para poder funcionar. A água, que chegou a mais de 2 metros anteontem, ontem estava mais baixa, já deixando à mostra bancos de praça, mas ainda atravancando o funcionamento da cidade. O delegado usa um posto de gasolina como seu quartel, e as ocorrências são encaminhadas para outras cidades. "Estou provisório numa creche, mas ninguém sabe onde é. Então fico nesse posto, que é perto da delegacia." Anteontem, os policiais entraram na delegacia "com água até o peito" para resgatar mais de 20 armas e cerca de 40 caixas de munição. A prefeitura também foi parar numa creche. A secretaria, que fica numa sala de menos de 10 m2, se transformou no gabinete do prefeito. A sala ao lado abriga computadores salvos a tempo. Outra sala virou sede da Câmara Municipal. O Hospital Municipal Praça da Saúde também ficou parcialmente alagado. Ninguém na prefeitura improvisada sabia informar o que houve com o fórum da cidade, nem quantos processos ficaram comprometidos. A inundação causou transtornos também no transporte público, com interrupções das viagens de trem entre Francisco Morato e Caieiras. Usuários tiveram de esperar até 45 minutos para entrar em ônibus.
Posto vira quartel Após ter seus principais órgãos públicos submersos, Franco da Rocha teve de improvisar instalações para poder funcionar. A água, que chegou a mais de 2 metros anteontem, ontem estava mais baixa, já deixando à mostra bancos de praça, mas ainda atravancando o funcionamento da cidade. O delegado usa um posto de gasolina como seu quartel, e as ocorrências são encaminhadas para outras cidades. "Estou provisório numa creche, mas ninguém sabe onde é. Então fico nesse posto, que é perto da delegacia." Anteontem, os policiais entraram na delegacia "com água até o peito" para resgatar mais de 20 armas e cerca de 40 caixas de munição. A prefeitura também foi parar numa creche. A secretaria, que fica numa sala de menos de 10 m2, se transformou no gabinete do prefeito. A sala ao lado abriga computadores salvos a tempo. Outra sala virou sede da Câmara Municipal. O Hospital Municipal Praça da Saúde também ficou parcialmente alagado. Ninguém na prefeitura improvisada sabia informar o que houve com o fórum da cidade, nem quantos processos ficaram comprometidos. A inundação causou transtornos também no transporte público, com interrupções das viagens de trem entre Francisco Morato e Caieiras. Usuários tiveram de esperar até 45 minutos para entrar em ônibus.