Nacional

Sabesp reduz vazão de represa, mas Franco da Rocha segue alagada

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Franco da Rocha - A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) reduziu mais uma vez ontem a vazão da represa Paiva Castro, na Grande São Paulo. Às 16h, o volume de água liberado pelas comportas passou de 10 m3/s para 5 m3/s. Apesar disso, o município de Franco da Rocha continua alagado. De acordo com Defesa Civil Municipal, o nível da água baixou um pouco e algumas áreas no centro da cidade não estão mais alagadas. Porém, o prédio da prefeitura e a cadeia pública permanecem debaixo d?água. Anteontem, a prefeitura decretou situação de emergência. Um gabinete adaptado foi montado em uma escola, na rua Azevedo Soares. Até ontem, o órgão ainda não tinha um balanço de pessoas afetadas ou que tenham deixado suas casas. Também não há informações de feridos ou mortos. A vazão da represa Paiva Castro chegou a ser de 80 m3/s. A represa Jaguari/Jacarei - que também faz parte do Sistema Cantareira - também teve as comportas abertas e trabalha com vazão de 40m3/s de água. A liberação da água provocou o transbordamento do rio Jaguari, causando enchente em bairros de Jaguariúna (123 km de SP) e Pedreira (137 km de SP). A Sabesp afirma que a represa contém 160 m3/s.
Posto vira quartel Após ter seus principais órgãos públicos submersos, Franco da Rocha teve de improvisar instalações para poder funcionar. A água, que chegou a mais de 2 metros anteontem, ontem estava mais baixa, já deixando à mostra bancos de praça, mas ainda atravancando o funcionamento da cidade. O delegado usa um posto de gasolina como seu quartel, e as ocorrências são encaminhadas para outras cidades. "Estou provisório numa creche, mas ninguém sabe onde é. Então fico nesse posto, que é perto da delegacia." Anteontem, os policiais entraram na delegacia "com água até o peito" para resgatar mais de 20 armas e cerca de 40 caixas de munição. A prefeitura também foi parar numa creche. A secretaria, que fica numa sala de menos de 10 m2, se transformou no gabinete do prefeito. A sala ao lado abriga computadores salvos a tempo. Outra sala virou sede da Câmara Municipal. O Hospital Municipal Praça da Saúde também ficou parcialmente alagado. Ninguém na prefeitura improvisada sabia informar o que houve com o fórum da cidade, nem quantos processos ficaram comprometidos. A inundação causou transtornos também no transporte público, com interrupções das viagens de trem entre Francisco Morato e Caieiras. Usuários tiveram de esperar até 45 minutos para entrar em ônibus.

Comentários

Comentários