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Planejamento anuncia R$ 1 bilhão para tirar moradores de encostas


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Brasília - Na primeira reunião do Fórum de Infraestrutura, com a presença de 17 ministros e coordenado por Miriam Belchior, do Planejamento, a presidente Dilma Rousseff cobrou a simplificação nos procedimentos de elaboração e execução das obras do PAC 2, com objetivo de baratear seus custos. "A lógica é fazer mais, com menos", declarou Miriam Belchior, encarregada pela presidente de informar que os ministérios vão reestudar como podem melhorar o fluxo de pagamento das obras, diminuindo o tempo de repasse, para que as empresas recebam os recursos mais rápidos e isso sirva para reduzir o preço delas. "É uma simplificação, mas não uma flexibilização", disse Miriam Belchior, tentando justificar que os procedimentos não reduzirão o controle sobre os pagamentos das obras. Ela citou exemplos de órgãos, como o DNIT, que conseguiram simplificar seus pagamentos às empresas de um prazo de dois meses e meio para 20 dias, que acabaram barateando o custo das obras sob responsabilidade do órgão. Dilma participou apenas da primeira parte da reunião, durante meia hora, quando cobrou eficiência e agilidade nos procedimentos. Este encontro foi o primeiro no novo formato de reunião ministerial que a presidente quer fazer, com a instalação de fóruns específicos criados pelo governo para coordenar as ações dos ministérios. Miriam Belchior informou ainda que os balanços do PAC serão feitos agora de seis em seis meses e não mais de quatro em quatro, como era antes. Tragédia
A ministra do Planejamento anunciou ainda a liberação de R$ 1 bilhão para solução de problemas nas encostas e remoção de moradores da área destas áreas consideradas de risco. Desse total, R$ 500 milhões serão destinados a 99 municípios que o governo priorizou porque já detectou que estão com problemas. Destes R$ 500 milhões, R$ 100 milhões serão para o Rio de Janeiro, que sofreu a maior tragédia natural do País, com a morte de mais de 700 pessoas. A ministra informou também que outros R$ 10 bilhões serão investidos em drenagem e prevenção de enchentes nas regiões metropolitanas.À tarde, uma nova reunião foi realizada no Planalto para tratar, mais uma vez, do problema das chuvas, desta vez, coordenada pelo ministro Antonio Palocci, com a presença de seis outros ministros. Após a reunião, o governo informou que quer integrar as áreas de informação e de coleta de dados dos diversos sistemas que já existem e estão em operação, principalmente da área meteorológica. Dessa forma será possível criar, de imediato, um centro integrado de dados para antecipar ao máximo a identificação de situações de emergência e adotar com rapidez ações de proteção à população no caso de catástrofes ambientais.

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