Em 12 de outubro de 1991, surgia um novo suplemento dominical no Jornal da Cidade e que de pronto ganharia a atenção e os mimos da criançada de Bauru e região. E além da galerinha que cresceu e ainda cresce lendo o JC Criança, esses quase 20 anos de história e 1.000 edições também fazem parte da vida daqueles que dedicaram e dedicam seu tempo trabalhando para que, todos os domingos, um novo tema com diversão, educação e conhecimento chegue até a sua casa e bancas de jornais. Desenhistas e "arteiros", fotógrafos, diagramadores, editores... É muita gente que, direta ou indiretamente, também faz parte dessa história. Por isso não deu tempo para encontrar todas essas importantes pessoas que participam desta história, como as jornalistas Adriana Nogueira, Lessandra Piva, Luly Zonta e os ilustradores Greiffo e Claudinei, mas fica aqui o carinho e a gratidão de toda a equipe do Jornal da Cidade. Conheça agora as repórteres da história do "JC Criança" e o que elas têm a dizer sobre o tempo em que trabalharam com este caderno tão especial. Texto cheio de vida"Escrever para crianças não é fácil. Foi um desafio. Um desafio que me deu muito prazer. As entrevistas são difíceis no início porque as crianças precisam confiar no repórter, mas depois... A cada pergunta, uma reposta diferente do que eu imaginava ouvir. É tudo tão verdadeiro, as respostas são de coração. E depois, na hora de escrever, o texto fica sempre cheio de vida e de alegria."Daiana Dalfito trabalhou com a galerinha do JC Criança entre os meses de julho e outubro de 2007 e atualmente atua no portal UOL, em São Paulo.
Surpreendentes"No período em que trabalhei no Jornal da Cidade, o JC Criança foi um dos cadernos mais gostosos de fazer. Entrevistar crianças é diferente devido à espontaneidade delas. As respostas são surpreendentes. Ao contrário do que muitos adultos pensam, os pequenos são antenados com os temas atuais, principalmente sobre tudo o que diz respeito ao meio ambiente e natureza. Com as crianças menores também exercitei a observação e passei a enxergar melhor o universo mágico delas."A jornalista Cristiane Goto Deungaro trabalhou com o JC Criança no ano de 2006 e agora é redatora da Editora Alto Astral e assessora de imprensa da Instituição Toledo de Ensino (ITE), em Bauru.
Presente de Natal"Lembro-me que quando a editora-chefe Giselle Hilário me ligou dizendo que faria as matérias do JC Criança, fiquei tão feliz que encarei a nova responsabilidade como um presente de Natal. Sempre gostei muito de crianças e essa é uma das áreas que mais gosto no jornalismo. Um tempo depois, precisei deixar meu trabalho por causa dos preparativos do meu casamento e porque me mudaria para a Flórida, nos Estados Unidos. Mas parei de escrever o suplemento com dor no coração e ainda guardo ótimas lembranças da época."Clarissa Castiglione Trecenti trabalhou com a galerinha do JC Criança no início de 2007. Agora ela faz parte do Comitê de Comunicação do Grupo LWART, em Lençóis Paulista
Público inteligente"Posso dizer que escrever para crianças foi uma experiência única em minha carreira de jornalista. As crianças são um público diferente. Entrevistar, escrever, ouvir os pequenos requer sensibilidade e o contato com elas traz isso ao repórter. Uma coisa que sempre me surpreendeu durante o período que trabalhei com as crianças foi a sua inteligência, algo incomparável e sempre surpreendente."A jornalista Dayran Carvalho escreveu para o JC Criança entre 2007 e 2008 e agora trabalha na revista Etapa, da cidade de Jaú.Visão especial"Quero dizer para a moçadinha que gosta do JC Criança que adorei o período em que trabalhei no Jornal da Cidade produzindo matérias para o público infantil. Trabalhar com crianças é incrível porque você nunca sabe qual é a opinião delas sobre o assunto e as respostas sempre vêm em forma de surpresas. Crianças são mesmo surpreendentes."A jornalista Maíra Soares atuou como repórter do JC Criança no final do ano de 2008 e início de 2009. Hoje ela é assessora de imprensa na cidade de Taubaté, na área de meio ambiente.
Aprendizado inesperado"Trabalhei durante uns quatro anos com o JC Criança e confesso que foi uma experiência bastante interessante. Um aprendizado que nunca pensei que teria porque não tinha, antes, imaginado trabalhar com esse público. Como os pequenos estão em formação, é preciso ter cuidado com tudo o que escrevemos para eles. Foi um período muito bom. Tive muito contato com as crianças devido aos concursos de literatura que promovíamos e com a implantação do "Clubinho JC Criança" e seus eventos. O trabalho era bem legal mesmo."Além de escrever, a jornalista Érika Dios também foi editora do JC Criança e esteve no suplemento entre os anos de 1993 e 1996. Ela está de viagem marcada para os Estados Unidos, onde fará cursos na área da comunicação.
Histórias marcantes"Momentos marcantes com o JC Criança são inúmeros, afinal, foram quase 10 anos no trabalho. Lembro-me do Circo da Criança, em 1998, quando leitores mirins produziram a primeira edição da oficina de jornalismo. Outro fato marcante foi quando fizemos o primeiro bate-papo online com o astronauta Marcos César Pontes, antes de sua ida ao espaço. Foi um fato surpreendente para a época. Nossa, e quando reuníamos leitores de diversos bairros e seguíamos para alguma aventura, fábrica de lápis, planetário, museus, parques... bons tempos. E o Papai Noel chegando de paraquedas? Penso que o suplemento me estimulou a curiosidade, a vontade de aprender e a comunicar. Então, escrever para o público infantil, curioso por tudo, permite semear coisas bacanas. Jamais me esqueço de uma cartinha que recebi de uma menina. Ela havia visitado o Museu Ferroviário e presenciou a Maria-Fumaça abandonada. Ficou triste e escreveu para a Tribuna do Leitor pedindo que as pessoas não estragassem mais os trens. Dito e feito. Publicamos a cartinha e mais tarde ela foi capa do JC Criança andando na locomotiva 278 recuperada."Roberta Mathias foi a repórter que mais tempo ficou no JC Criança. Ela também foi editora do cadeno e trabalhou com os pequenos de 1997 até 2006. Atualmente atua na área de comunicação da mineradora Vale, em Minas Gerais.
Vagalumes"Escrever para crianças é tornar-se um pouco criança outra vez, é ficar mais sensível mesmo. É encher os olhos de lágrimas quando vejo a preocupação de um pequeno com a violência de seu bairro ou o choro de felicidade de uma menina ao abraçar o Papai Noel. É ficar espantada com a inteligência de quem ainda mal escreve as primeiras palavras, mas sabe a importância de carinho e do gesto da amizade. Desde que comecei a trabalhar com o JC Criança, voltei a lembrar de como eram bons os tempos de subir em goiabeiras, de correr pelas ruas da minha pequena cidade, de andar de bicicleta, cair e mostrar para todo mundo o curativo como um troféu pela peraltice de criança... Recordei-me do sabor da fruta "roubada" no quintal do vizinho e da alegria de caçar vagalumes no pasto e dormir com o quarto iluminado pelo bichinho dentro do pote de vidro..." Desde fevereiro de 2009, a repórter Ana Paula Pessoto se diverte e aprende trabalhando com o JC Criança.