Brasília - Disposta a evitar polêmica com deputados e senadores, a presidente Dilma Rousseff entregou ontem sua mensagem ao novo Congresso com a promessa de construir consensos para a retomada da agenda de reforma política, empacada desde o governo Lula. Na primeira sessão legislativa do ano, Dilma também pôs na lista das prioridades a reforma tributária e a política de recuperação do salário mínimo no modelo proposto pelo Palácio do Planalto. No momento em que o PT e o PMDB se digladiam por cargos no segundo escalão, a presidente procurou adotar tom pacificador. Diante de um plenário lotado de parlamentares e ministros, na Câmara, Dilma disse que são necessárias mudanças para aperfeiçoar o "sentido programático" dos partidos e aperfeiçoar as instituições."Trabalharemos em conjunto com esta Casa para a retomada da agenda da reforma política", afirmou Dilma. Interrompida por aplausos, ela repetiu a mesma frase, em improviso que não constava do discurso original, de 35 minutos. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já garantiu que ajudará a herdeira nessa tarefa. A intenção de Lula é atuar pessoalmente como articulador da reforma, verificando quais os temas que unem os partidos. O PT, por exemplo, defende o financiamento público de campanha e o fim das coligações proporcionais. Em conversas reservadas, Lula também afirmou que vai desmontar a "farsa do mensalão". Dilma fez questão, ontem, de repetir, em tom descontraído, que trabalharão em "conjunto" para a retomada da agenda da reforma política. Mais cedo, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT), afirmou que a reforma política será uma prioridade em seu mandato, mas admitiu que ela não deverá ser "ampla e irrestrita" Dilma reiterou seu compromisso com educação, saúde e segurança, área em que prometeu ampliar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), implantadas no Estado do Rio de Janeiro, que classificou como uma experiência exitosa. Movida pela recente tragédia provocada pela chuva na região serrana do Rio de Janeiro, Dilma fez um apelo ao Legislativo, governadores e prefeitos por uma parceria sólida para evitar esse tipo de catástrofe. "Nenhum país é imune aos riscos de tragédias naturais. Mas, no Brasil, não podemos, e não iremos, esperar o próximo ano, as próximas chuvas para chorar as próximas vítimas", disse Dilma, lembrando que determinou a implantação de um sistema nacional de prevenção e alerta de desastres naturais.____________________ Prioridade com restrição
Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), disse ontem que tratará a reforma política como prioridade, mas alertou que haverá "frustração" se a expectativa for por uma reforma ampla. "Precisamos fazer um amplo debate sobre reforma política e voltar a deliberar sobre aquilo que nós formos capazes de construir consensos", disse Maia a jornalistas um dia depois de ser eleito para presidir a Casa. Segundo ele, dessa forma será possível produzir em 2011 mudanças significativas na estrutura política do País, mas se o objetivo for "uma ampla e irrestrita reforma política", no final de 2011 estarão "frustrados".
Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), disse ontem que tratará a reforma política como prioridade, mas alertou que haverá "frustração" se a expectativa for por uma reforma ampla. "Precisamos fazer um amplo debate sobre reforma política e voltar a deliberar sobre aquilo que nós formos capazes de construir consensos", disse Maia a jornalistas um dia depois de ser eleito para presidir a Casa. Segundo ele, dessa forma será possível produzir em 2011 mudanças significativas na estrutura política do País, mas se o objetivo for "uma ampla e irrestrita reforma política", no final de 2011 estarão "frustrados".