Internacional

Julian Assange diz que acusação por crime sexual é "caixa-preta"


| Tempo de leitura: 1 min
Londres - Julian Assange, criador do WikiLeaks, disse ontem que enfim está sendo aberta a "caixa-preta" que é o processo em que é investigado sob acusação de crime sexual na Suécia. Assange esteve diante do juiz em Londres que decidirá se ele será extraditado para a Suécia, onde a promotoria quer ouvi-lo na investigação. Foram ouvidos os argumentos da defesa, da acusação e duas testemunhas. A defesa tem três estratégias básicas: 1) dizer que não houve crime, uma vez que as relações sexuais com duas mulheres teriam sido consensuais; 2) que há erros processuais no pedido de extradição; 3) que se trata de perseguição política e que a real intenção é facilitar sua extradição para os EUA, onde seria julgado pela divulgação de documentos secretos do governo. Já a promotoria sueca diz que o crime sexual está claro porque em um dos casos ele teria forçado o ato após a mulher se recusar a continuar sem o uso de preservativo - no outro, estaria dormindo. Afirma também que ele terá julgamento justo e uma hipotética extradição para os Estados Unidos precisaria de nova autorização do Reino Unido. Foram ouvidas duas testemunhas da defesa. Hoje, haverá novos testemunhos, antes de o juiz dar sua decisão. Mas qualquer que seja o veredicto, ainda há possibilidade de recurso na própria Justiça britânica e na corte da União Europeia, o que pode deixar o caso indefinido.

Comentários

Comentários