São Paulo - A Secretaria de Energia do Estado de São Paulo estima que 2,5 milhões de pessoas foram afetadas pelo apagão que atingiu diversas regiões da cidade de São Paulo na tarde de ontem. O número foi calculado com base nas 627 mil unidades consumidoras de energia afetadas pelo blecaute. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS ), uma falha em um dos três transformadores da subestação Bandeirantes, na zona sul, deixou a região sem energia das 15h11 às 15h34. A Companhia de Transmissão e Energia Elétrica Paulista (Cteep) - responsável pela transmissão de energia - informou que, com a falha de um transformador, os outros dois foram desligados automaticamente pelo sistema de segurança da subestação. Segundo a companhia, às 15h21 os dois transformadores voltaram a operar. As causas do desligamento do transformador estão sendo analisadas. O secretário de Energia, José Aníbal, entrou em contato, na tarde de ontem, com representantes da Cteep e do ONS para marcar uma reunião sobre o apagão. A data ainda não foi definida, mas a secretaria disse que serão cobradas providências.Trânsito
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou ao menos 21 pontos sem luz na cidade por volta das 16h. Entre as regiões atingidas estavam a da avenida Paulista, Pinheiros, Vila Mariana, Vila Olímpia, Brooklin, Jabaquara, Moema e Ibirapuera. De acordo com a Cteep, as regiões atingidas foram as da avenida Paulista, avenida Brigadeiro Luís Antonio, 13 de Maio e imediações, parte da zona sul, como Vila Olímpia, Itaim Bibi, e parte da zona oeste, como Leopoldina, Perdizes e Pinheiros. O aeroporto de Congonhas, na zona sul, também registrou falta de energia, mas as operações de pouso e decolagem não foram prejudicadas. Segundo a Infraero (estatal que administra os aeroportos), o terminal funcionou com gerador das 15h12 às 15h25, quando a energia foi reestabelecida. A Secretaria de Transportes Metropolitanos informou que a circulação de trens e do metrô não foi afetada. Em maio do ano passado, reportagem da Folha mostrou que a demora na construção de uma subestação de energia elétrica coloca sob risco crescente de apagão 21 bairros de São Paulo. Esse atraso fez crescer o risco de um apagão de maiores proporções, como o de 2008, quando 2,5 milhões de pessoas ficaram sem luz na cidade devido à sobrecarga na subestação Bandeirantes, onde ocorreu a falha ontem.____________________ Alckmin diz que pode aplicar sanções
São Paulo - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) cobrou explicações da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Ceteep) e da Eletropaulo sobre o apagão que deixou cerca de 2,5 milhões de paulistanos sem luz na tarde de ontem. Alckmin eximiu o governo de responsabilidades e disse que acionou a Secretaria de Energia do Estado e o Procon para cobrar explicação das concessionárias. O governador disse ainda que comunicou a Aneel, que fiscaliza a prestação de serviço no setor."Eu determinei à Secretaria de Energia e ao Procon que convoque imediatamente a Eletropaulo e a Ceteep para que prestem esclarecimentos, (quero saber) qual é a razão técnica", disse Alckmin, no fim da tarde, após encontro com a ministra da Pesca, Ideli Salvatti. Segundo ele, as últimas chuvas não servem como justificativa para os repetidos blecautes que afligem a região metropolitana do Estado. O governador fez questão de ressaltar que reponde apenas pela Cesp. "O governo tem geradora de energia, que é a Cesp, a terceira maior do país. Agora, transmissão de energia e distribuição de energia são com as concessionárias, que prestam serviço público e devem cumprir seus contratos e serem fiscalizadas", disse.____________________ Explicação sobre apagão no Nordeste não convence Dilma
Brasília - A presidente Dilma Rousseff considerou "insatisfatória" a explicação apresentada, anteontem, pelo Ministério das Minas e Energia para o apagão que durou cerca de cinco horas e deixou 46 milhões de pessoas sem luz, no Nordeste, na sexta-feira. Segundo o secretário-executivo das Minas e Energia, Marcio Zimmermann, o problema foi causado pelo cartão eletrônico de proteção da subestação de energia de Luiz Gonzaga, na divisa da Bahia com Pernambuco. Dilma "não se convenceu" da justificativa apresentada e exigiu maiores explicações de todos os dirigentes do setor elétrico, sem precisar um prazo. Já na manhã de ontem, Dilma telefonou para o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, para lhe avisar que queria mais dados sobre o ocorrido. Fez o mesmo com outros dirigentes do setor elétrico. Para a presidente, que foi a titular das Minas e Energia no governo Lula, o problema não pode ser reduzido à falha em um cartão. "Ela não engoliu bem isso e quer detalhes", disse um interlocutor direto do presidente. "Se foi problema no cartão, que problema foi esse, por que ele falhou, foi erro humano, foi um defeito do sistema, que problema exatamente ocorreu?", comentou. Na avaliação da presidente, as explicações para a população precisam ser mais claras e mais rápidas. Ela, que conhece o setor e acompanhou outros problemas ocorridos no passado, acha que as justificativas não têm sido apresentadas a contento, considerando que, até o momento, passa para a população que o governo não sabe exatamente o que correu naquela madrugada quando houve o primeiro apagão do governo Dilma.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou ao menos 21 pontos sem luz na cidade por volta das 16h. Entre as regiões atingidas estavam a da avenida Paulista, Pinheiros, Vila Mariana, Vila Olímpia, Brooklin, Jabaquara, Moema e Ibirapuera. De acordo com a Cteep, as regiões atingidas foram as da avenida Paulista, avenida Brigadeiro Luís Antonio, 13 de Maio e imediações, parte da zona sul, como Vila Olímpia, Itaim Bibi, e parte da zona oeste, como Leopoldina, Perdizes e Pinheiros. O aeroporto de Congonhas, na zona sul, também registrou falta de energia, mas as operações de pouso e decolagem não foram prejudicadas. Segundo a Infraero (estatal que administra os aeroportos), o terminal funcionou com gerador das 15h12 às 15h25, quando a energia foi reestabelecida. A Secretaria de Transportes Metropolitanos informou que a circulação de trens e do metrô não foi afetada. Em maio do ano passado, reportagem da Folha mostrou que a demora na construção de uma subestação de energia elétrica coloca sob risco crescente de apagão 21 bairros de São Paulo. Esse atraso fez crescer o risco de um apagão de maiores proporções, como o de 2008, quando 2,5 milhões de pessoas ficaram sem luz na cidade devido à sobrecarga na subestação Bandeirantes, onde ocorreu a falha ontem.
São Paulo - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) cobrou explicações da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Ceteep) e da Eletropaulo sobre o apagão que deixou cerca de 2,5 milhões de paulistanos sem luz na tarde de ontem. Alckmin eximiu o governo de responsabilidades e disse que acionou a Secretaria de Energia do Estado e o Procon para cobrar explicação das concessionárias. O governador disse ainda que comunicou a Aneel, que fiscaliza a prestação de serviço no setor."Eu determinei à Secretaria de Energia e ao Procon que convoque imediatamente a Eletropaulo e a Ceteep para que prestem esclarecimentos, (quero saber) qual é a razão técnica", disse Alckmin, no fim da tarde, após encontro com a ministra da Pesca, Ideli Salvatti. Segundo ele, as últimas chuvas não servem como justificativa para os repetidos blecautes que afligem a região metropolitana do Estado. O governador fez questão de ressaltar que reponde apenas pela Cesp. "O governo tem geradora de energia, que é a Cesp, a terceira maior do país. Agora, transmissão de energia e distribuição de energia são com as concessionárias, que prestam serviço público e devem cumprir seus contratos e serem fiscalizadas", disse.
Brasília - A presidente Dilma Rousseff considerou "insatisfatória" a explicação apresentada, anteontem, pelo Ministério das Minas e Energia para o apagão que durou cerca de cinco horas e deixou 46 milhões de pessoas sem luz, no Nordeste, na sexta-feira. Segundo o secretário-executivo das Minas e Energia, Marcio Zimmermann, o problema foi causado pelo cartão eletrônico de proteção da subestação de energia de Luiz Gonzaga, na divisa da Bahia com Pernambuco. Dilma "não se convenceu" da justificativa apresentada e exigiu maiores explicações de todos os dirigentes do setor elétrico, sem precisar um prazo. Já na manhã de ontem, Dilma telefonou para o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, para lhe avisar que queria mais dados sobre o ocorrido. Fez o mesmo com outros dirigentes do setor elétrico. Para a presidente, que foi a titular das Minas e Energia no governo Lula, o problema não pode ser reduzido à falha em um cartão. "Ela não engoliu bem isso e quer detalhes", disse um interlocutor direto do presidente. "Se foi problema no cartão, que problema foi esse, por que ele falhou, foi erro humano, foi um defeito do sistema, que problema exatamente ocorreu?", comentou. Na avaliação da presidente, as explicações para a população precisam ser mais claras e mais rápidas. Ela, que conhece o setor e acompanhou outros problemas ocorridos no passado, acha que as justificativas não têm sido apresentadas a contento, considerando que, até o momento, passa para a população que o governo não sabe exatamente o que correu naquela madrugada quando houve o primeiro apagão do governo Dilma.