São Paulo - O governo federal estuda criar faixas intermediárias para os juros do programa "Minha Casa, Minha Vida", suavizando a escalada da taxa ao longo da faixa de renda que vai até R$ 4.900,00."Os juros mudam com um degrau muito grande. Talvez tenhamos que diminuir esse degrau", disse ontem o vice-presidente de Governo da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, após a divulgação do balanço do banco, que bateu novo recorde no crédito habitacional, emprestando R$ 77,8 bilhões em 2010, 57,2% a mais do que no ano anterior. O mecanismo pode ser criado para minimizar as vendas perdidas pelo desenquadramento nas regras do programa por elevação no valor do imóvel ao longo da construção. Nesta segunda fase, o valor aumentou de R$ 130 mil para R$ 170 mil, mas o novo teto só vale após a publicação de uma portaria do Ministério das Cidades e do manual do agente operador, o que deve acontecer em até 60 dias. Na prática, isso quer dizer que a Caixa ainda não consegue aprovar financiamentos com esse novo valor, mas pode receber propostas e aguardar a mudança oficial para efetuar o contrato. Outro fator de desenquadramento é a mudança na renda mensal familiar, de até R$ 4.900,00, teto que era antes de R$ 4.650,00 para o Minha Casa e esse mesmo valor para recursos do FGTS em geral.
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