Lá pelos idos do ano 200 d.C. quase toda a cidade europeia tinha a sua. Menos Roma, claro. A Capital do Império Romano estava acima disso. Não precisava de muralhas que a defendessem, afinal, podia contar com seus célebres legionários para protegê-la, mas os exércitos de outras cidades não eram tão valentes como o romano.
Assim, para barrar, ou pelo menos dificultar, a entrada dos invasores, tinham de erguer em seu entorno poderosos muros. Muros que, tamanha sua importância para a sobrevivência da cidade, eram construídos para que fossem indestrutíveis, eternos.
Tais muralhas costumam ser as responsáveis por fazer parar no tempo algumas cidadezinhas. Outras vezes, veem o vilarejo crescerem e ultrapassarem seus limites, mas continuam sendo a principal atração local.
São muitas as cidades amuralhadas que encantam turistas do mundo todo, cada uma com suas particularidades. Que guardam charmosas ruazinhas de construções medievais, além de, é claro, muitas das delícias típicas do país da gastronomia.
Pelo mundo
Em Portugal, Óbidos esconde por trás de sua muralha uma cidadela pacata, florida e cheia de monumentos seculares. Na região do Alentejo, Évora também é cercada por um muro da época do Império Romano.
A Península Ibérica, aliás, é rica em fortificações. Na Espanha, três cidades têm suas atrações principais intramuros.
Em Ávila, uma muralha do século 11 cerca uma urbe de traços góticos, barrocos e renascentistas. Na Galícia, está Lugo e seu muro romano com mais de dez metros de altura. A terceira e mais turística das espanholas muradas é Toledo, com seu labirinto de ruelas medievais.
A Itália também tem seu tesouro amuralhado. É Lucca, uma pacata cidade entre Pisa e Florença. Sua muralha, com 4 quilômetros de extensão, a protegeu contra ataques inimigos desde o século 16. Atualmente, é um agradável parque que pode ser conhecido em passeios a pé, de carroça ou de bicicleta.