No dia que abri o jornal e vi que você era a entrevistada, meu dia parou naquela leitura verdadeira, simples e grande como você, minha irmã! Fazia alguma coisinha e já voltava ao JC, esperando que tivesse sido acrescentado o tempo do jogo do pião ou alguma outra cena de vida da qual participamos. Você jovem, cheia de projetos e sonhos, sempre muito ligada a todos da família, humilde, mas sempre sorrindo para a vida. Há algum tempo atrás, fiquei muito triste e preocupado com você, prima, pois falou-me num tom de sofrimento, que havia perdido o sorriso e que queria encontrá-lo, mas estava difícil. Depois dessa conversa foi a primeira vez que você deu uma entrevista. Lembro-me que queria ficar quieta e recolhida! Daí o meu orgulho da nossa guerreira, com muito ou pouco sorriso, ensinando lições do dia a dia aos amigos, parentes, colegas e leitores de um jornal que sabe onde está o mérito de uma pessoa. Um jornal informado, mesmo! Gosto mais de falar do que de escrever e você, grande professora que é, sabe bem disso. Fiz um discurso de muitas páginas para você, ao telefone! Mas só isso não bastava para prestigiar a Catarina que conhecemos desde que nasceu, e bebê já sabia que a vida não seria leve. Teria que lutar sempre e renascer muitas vezes, como está ocorrendo nesse momento da entrevista. Mostrou e demonstrou que tomou o pião na unha! Obrigado, JC, obrigado jornalista Ana Paula Pessoto pela homenagem que também é da nossa família!
José Luiz Carvalho Figueiredo - o Joi do Pião