"A encenação da defesa de tese". No blog RNAm, Rafael Soares escreve : Ao final, o pós-graduando será laureado com a honraria doutor! Que pompa! E se o candidato não estiver à altura do título? E se fez um trabalho meia-boca, ou interpretou os dados de maneira errada, ou se ficar claro que o orientador ou outro aluno é que fizeram todo o trabalho? O que acontece? Também será doutor! Isto acontece nas pós-graduações das melhores e maiores faculdades do Brasil. Não estou falando de qualquer Fafup (Faculdade de Funilaria e Pintura). Isto acontece na USP, Unicamp e Unesp. Digo que ocorre na área que conheço, a das biológicas.
Não se reprova aluno nas defesas! E por que acontece? É a velha politicagem. Um amigo disse que se colocassem um macaco no departamento "piii..." da USP, depois de 3 anos ele se formaria doutor. É só alguém preencher as fichas por ele. Acho engraçado as pessoas que vão defender ficarem nervosas e com medo de não passar. Daí eu pergunto "você já viu ou ouviu falar em alguém que não passou?", e sempre a resposta foi "não". Então por que o nervosismo? Não querer fazer feio é uma coisa, mas o seu título já está garantido. Relaxe e goze. Por isso criei para as defesas de tese o termo "Dragão Banguela": assusta, mas você sabe que não vai te machucar. O autor é biólogo formado pela Unesp- Rio Claro e doutorando em Biotecnologia na USP.