Política

Câmara volta a debater alternativa para a Saúde

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Os problemas no atendimento público municipal na área da Saúde voltaram a ser discutidos na reunião de ontem do Legislativo de Bauru. Uma das saídas apontadas para os buracos no atendimento nas unidades de Urgência e Emergência na cidade é melhorar a remuneração do plantão dos médicos.

Marcelo Borges (PSDB) aproveitou a votação de uma transposição de recursos na Secretaria Municipal de Saúde de R$ 2,4 milhões para construção de unidades e levantou a discussão. "Prefeito, manda um projeto de aumento e nós votaremos rapidamente. O momento é crítico. Com esse salário, não tem médico", sentenciou.

Paulo Eduardo de Souza (PPS) concordou que é preciso melhorar a remuneração, mas afirmou que o Executivo possui projeto, mas que este ainda está em implementação. "Não é falta de recursos. Isso tem. O que falta é acertar a mão na gestão", avaliou. Já Renato Purini (PMDB) aposta no aumento dos valores pagos por plantão, que hoje gira em torno de R$ 600,00. "Para resolver de forma rápida, melhora o que é pago por plantão. De você fala em abono, tem que ser para todos. Caso contrário, se for só para médicos, cria insatisfação", observou.

José Roberto Segalla (DEM) afirmou que os médicos precisam apresentar um representante para as discussões. Em sua avaliação, caso isso tivesse acontecido no momento de elaboração do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da Saúde, esse problema teria sido evitado. "Um dos pontos discutidos foi que a equiparação dos salários de quem atua na unidade básica e da urgência e emergência era desigual ao serviço que cada uma executa", observou.

Já Moisés Rossi (PPS) afirmou que o Departamento de Urgência e Emergência deveria ser tratado de forma separada na secretaria e sugeriu até um plano de carreiras próprio. "É hora de alguém responsabilizar alguém. Estamos aqui dando mais dinheiro para a saúde. Se o problema não é dinheiro, então é de gerenciamento", concluiu.

Seu colega de partido foi além. Amarildo de Oliveira pediu a cabeça de Fernando Monti, secretário municipal de Saúde. "Não existe um modelo de antedimento. Será que não está na hora de trocar de secretário de Saúde?", questiona. "Estamos na metade da administração ainda e não temos nada nesse sentido", criticou.

Filiado ao PR, partido presidido por Monti, Francisco Carlos de Góes afirmou que não há solução rápida. "O que se percebe é que alguns vereadores querem uma mágica. Resolver o problema com um toque de vara de condão", pontuou.

Já Natalino Davi da Silva (PV) ressaltou que agendou uma audiência pública para se discutir a criação de uma fundação para gerir a Saúde em Bauru. Mas a reunião só ficou marcada para 14 de abril.

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