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Câmara aprova proibição de revista íntima de mulheres no trabalho

Folhapress
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Brasília - Em clima de comemoração ao Dia da Mulher, o plenário da Câmara aprovou, no início da noite de ontem, um projeto de lei que proíbe a revista íntima de mulheres no local de trabalho. Também fica proibida a revista de clientes em lojas. "As empresas privadas, os órgãos e entidades da administração pública, direta e indireta, ficam proibidos de adotar qualquer prática de revista íntima de suas funcionárias e clientes do sexo feminino", diz o texto do projeto, que segue agora para análise do Senado Federal.

A autora da proposta, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), afirmou que essa é uma proposta que existe desde a década de 80 e foi readequada para o contexto atual. Portugal ainda citou o caso polêmico da escrivã de São Paulo que foi revistada na frente de policiais homens.

No texto aprovado, os deputados incluíram a permissão de revista íntima de mulheres em ambientes prisionais ou sob investigação policial, mas desde que a revista seja feita por uma mulher. O texto prevê ainda uma multa de R$ 20 mil para quem descumprir o previsto e de R$ 40 mil para quem reincidir na revista inadequada.

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