Política

Sinserm vai ao MP contra terceirização

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

O Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) vai encaminhar ao Ministério Público (MP) do Estado uma representação contra a proposta da prefeitura de contratar entidade sem fins lucrativos para prestar serviços de Unidade de Urgência e Emergência em Bauru. De acordo com o advogado da entidade, Sandro Fernandes, o sindicato deve se reunir na próxima semana com outras instituições, como Ordem dos Advogados de Bauru e Conselho Regional de Psicologia, para elaborar o texto final da representação.

No mês passado, a Secretaria Municipal de Saúde publicou no Diário Oficial de Bauru um chamamento endereçado a empresas interessadas em gerenciar o atendimento médico de urgência e emergência na cidade. A organização contratada terá de assumir serviços nas áreas de clínica médica, ortopedia, pediatria, psiquiatria, cirurgia geral e plantões, inclusive aos sábados, domingos e feriados. Inicialmente, os plantões seriam destinados ao Pronto-Socorro do Jardim Bela Vista.

Na noite de anteontem, o Sinserm promoveu reunião em sua sede, com a participação de entidades da cidade. De acordo com Fernandes, estiveram presentes a Comissão de Direitos Humanos da OAB Bauru e o Conselho Regional de Psicologia. "Nós já tínhamos elaborado o texto da representação que seria encaminhado ao Ministério público. Mas ainda não encaminhamos para poder abrir diálogo com outras entidades interessadas em se alinhar contra a política de terceirização da prefeitura", pontua. Na próxima semana, em nova reunião, as entidades irão finalizar a representação, que será subassinada por elas.

Para o Sinserm, ao chamar empresas interessadas em oferecer plantões médicos de urgência e emergência, a prefeitura inicia um processo de terceirização do serviço. "Já estourou a terceirização e sem nenhum debate com a população", critica Fernandes. "Fazem o processo às escuras e afirma que é por conta da crise da saúde. Ela existe de fato, mas piorou neste governo e é um problema de má gestão. E, de repente, a resposta mágica é a terceirização", afirma. "Antes de qualquer processo de terceirização, existe um sucateamento. É o caos gerado pela falta de gestão", pondera.

O advogado pondera que ao chamar empresas para oferecer o serviço, a prefeitura está contratando instituições para realizar um trabalho que é primário ao município.O secretário municipal da Saúde, Fernando Monti, não foi encontrado para comentar o posicionamento do Sinserm.

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