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Ciclistas fazem manifestação contra impunidade no trânsito

Folhapress
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Brasília - Integrantes da Organização Não Governamental (ONG) Rodas da Paz fizeram ontem uma manifestação na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), em protesto pela possível impunidade do bancário Ricardo Neis, que na noite da última sexta-feira atropelou um grupo de ciclistas em Porto Alegre e de outros motoristas que continuam livres, mesmo sendo responsáveis por mortes no trânsito. O senador Paulo Paim (PT-RS) e o deputado José Stédile (PSB-RS) acompanharam o protesto.

Ciclistas e parlamentares "sepultaram" o Código de Trânsito e o Código Penal no gramado em frente ao prédio do Congresso. O presidente da ONG, Ronaldo Silva, afirma que no Brasil raramente os "assassinos de trânsito" são penalizados. "Os advogados sabem quais são as artimanhas para chegar a esse ponto", alega. "E, acreditem, é possível que esse camarada (Ricardo Neis), que num ato de barbárie e selvageria jogou seu carro contra ciclistas que faziam uma manifestação contra a violência no trânsito, seja totalmente isentado de culpa", prevê.

O mandato de prisão contra Neis, que está internado num hospital recebendo tratamento psiquiátrico, não foi cumprido. Essa situação é considerada por Silva como um sinal de que outro crime de trânsito ficará impune.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH), Paim se comprometeu a incluir no projeto do Estatuto do Motorista, do qual é relator, um capítulo específico com penalidade duras para motoristas infratores.


Habeas corpus


Ontem, o estudante de direito Antônio Goya Martins Costa entrou com um pedido de habeas corpus em favor do bancário que atropelou e feriu pelo menos 16 ciclistas em Porto Alegre ontem. O advogado do bancário, Luís Fernando Albino, afirmou que não tem relação com o pedido.

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