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?Por que levantar essa bandeira??, diz Rodrigo

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 1 min

Mesmo com 435 casos confirmados de dengue, sendo 432 autóctones e três importados, o decreto municipal de estado de emergência parece ter se tornado uma questão política, e não de necessidade.

Após o secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, alertar sobre a importância do decreto para agilizar as ações de combate à epidemia, o prefeito Rodrigo Agostinho disse que prefere tentar usar das "armas" que o município ainda tem. Entre elas, o apoio da equipe da Superintendência do Controle de Endemias (Sucen) para fazer a nebulização com veneno nos bairros, atas e contratos que podem ser modificados.

"Por que levantar essa bandeira? Nós vamos continuar monitorando (a situação). É claro que não podemos descartar essa possibilidade (do estado de emergência), mas eu acho que a gente tem que continuar o monitoramento e, se perceber que há alguma possibilidade de perder o controle, será válido (o decreto)", disse o chefe do Executivo, sendo interrompido por funcionários da Saúde afirmando que "já perdemos o controle".

O Jornal da Cidade apurou que dois agentes de controle de endemias contraíram dengue provavelmente nos bairros em que estavam trabalhando para conter o foco de larvas do mosquito Aedes aegypti.

Para Fernando Monti, o decreto de emergência, como já explicado na edição de ontem do Jornal da Cidade, implica na mobilização de recursos com maior facilidade e menos burocracia, como por exemplo a isenção de processos de licitação para contratar efetivo adicional para auxiliar na megaoperação que será realizada na cidade e que deve perdurar por 60 dias.

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