Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 5 min

COITADO DO NOSSO TORCEDOR


Já falei várias vezes sobre o ingresso, papo que já cansou a beleza. Inclusive, que meu medo é a presença só de grã-finos e mauricinhos nos jogos do povão. O Noroeste alega que os preços são fixados pela Federação, mas a verdade é que o público vai se afastando cada vez mais dos estádios. A TV ajuda e atrapalha. A cota do Noroeste no Paulistão é um milhão e meio, mas o torcedor vem perdendo a identidade com o clube. Não tenho como não falar desse assunto polêmico, por causa dos apelos dos queridos leitores. Aliás, gostei da opinião de Manoel Pinho Filho na Tribuna do Leitor. É incrível o público pagante de 5.024 num espaço que cabe mais de 18 mil pessoas. Mas tem um porém: pelo menos 10 mil viram o jogo de quarta-feira. Nesse caso, mais da metade não pagou para entrar. Não que familiares dos noroestinos, patrocinadores e vips não mereçam entrar de graça. O jogo teve poucos membros da Sangue Rubro, que desde 1986 apoia o clube. Se o bilhete custasse 10 reais, por exemplo, o Alfredão lotaria. Nada se faz pelo povão, e o Norusca não sacou que a voz do povo é a voz de Deus. Certo está um determinado país da América do Sul, onde o rico está ganhando um pouco menos, e o pobre, um pouco mais. Ah, o torcedor que doar R$ 1,00 para a Santa Casa de Lins terá direito a 50% nas compras dos ingressos para o dérbi desta noite. A arquibancada descoberta cai para R$ 20,00; a coberta, R$ 30,00. A expectativa é de casa cheia.

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BRIGA DE FOICE

Linense e Noroeste fazem um confronto direto na luta contra o rebaixamento, que pode ser mais feio do que briga de foice no escuro. Se o Elefante levar a melhor hoje à noite, ultrapassa o rival regional na classificação. O Norusca ganhou só um ponto nos seis que disputou contra Mirassol e Palmeiras, quando merecia ganhar pelo menos quatro. Chega do quase. Precisa vencer em Lins a qualquer custo. Ainda bem que Cris e Marcelinho voltam. Otacílio Neto, talvez. Acontece que o Linense vem embalado com a vitória sobre Mogi Mirim, no campo do Sapão. Ainda bem que o ótimo Gilsinho, suspenso, não joga. A dupla Pedrão-Leandro Love não anda bem das pernas, mas ainda é o trunfo do técnico Pintado.


GARFADO

Como vivo dizendo que a desculpa do perdedor é o árbitro, preferi afirmar que Flávio Guerra não influiu diretamente no resultado do jogo. Mas não vi um lance capital, já que ao contrário do setor de imprensa do lado do vestiário, a cabine das rádios é bem distante do campo. O árbitro influiu, sim. Além da falta cometida por Matheus não ser para cartão amarelo ? o zagueiro foi expulso aos 11 do segundo tempo e o Noroeste perdeu o jogo -, agora estou achando que não houve a falta que originou o gol de Valdívia. No fim da noite de quarta, Milton Neves disse isso, mas não liguei. Ainda porque, o apresentador da Band brinca muito. Mas vendo atentamente o lance na TV TEM...


LIDERANÇA

O São Paulo não empolgou na vitória de quinta-feira, mas alcançou a liderança pela primeira vez esse ano. O Tricolor teve muitas dificuldades contra o Ituano, ameaçado pelo rebaixamento, principalmente no primeiro tempo. O resultado deixa o São Paulo com 25 pontos, os mesmos de Corinthians, Santos e Palmeiras, mas é o primeiro colocado por ter uma vitória a mais. O time de Carpegiani tem tudo para manter a ponta, uma vez que enfrenta o desesperado Santo André. O Corinthians também joga amanhã à tarde fora de casa, e pode voltar a ser líder. Porém, terá que vencer o Mirassol e torcer por tropeço são-paulino no ABC. Mas Santos ou Palmeiras pode dormir na liderança do Paulistão. Se o Peixe ganhar do Botafogo, chega aos 28 pontos. O Alviverde fica com a mesma soma se bater o São Bernardo, no Canindé, e o Santos tropeçar na Vila.


ELEVADOR

Após beirar a zona de degola, o Paulista pegou o elevador e entrou na zona de classificação para as quartas-de-final. Com a vitória sobre o Oeste, o time de Jundiaí ultrapassou o de Itápolis no G8.


NOROESTINOS

Segundo Fernando Custódio de Oliveira, o Norusca perdeu a capacidade de vencer. Contra o Palmeiras, tinha o jogo nas mãos, diz o noroestino de BH. Carlos Humberto Scigliano (Franja), que mora em Ilhéus, também viu o jogo de quarta-feira, via PPV, e ficou decepcionado com o Alvirrubro. Realmente, amigo, entra ano, sai ano e o Noroeste vive no fio da navalha.


FUNDO DO BAÚ

Em 16 de maio de 1920 a imprensa bauruense noticiava: Domingo passado, o Luzitana inaugurou seu campo em excelente terreno (de propriedade da Beneficência Portuguesa) no fim da rua Rio Branco: Luzitana 2 x 1 Agudense. Em 1946, o Luzitana virou BAC, em homenagem ao Cinquentenário de Bauru.


MEMÓRIA

Paulistão de 1961: Noroeste 3 x 0 São Paulo, em Bauru, os três gols de Toninho Guerreiro. Árbitro: Romualdo Arpi Filho. Noroeste: Julião; Aldemar e Viana; Adésio, Pacheco e Bassu; Batista, Toninho Guerreiro, Zé Carlos, Leal e Valdo. Técnico: João Avelino. São Paulo: Poy; Deleu e De Sordi; Benê, Gérsio e Luiz Valente; Faustino, Gonçalo, Aílton, Baiano e Canhoteiro (Pimentel).


FALHAS

Meu comentário sobre o jogo do Palmeiras saiu truncado, coisa de computador, que é bom quando funciona, como diz Claudinho do Queijo. No tempo da máquina de escrever não tinha falhas assim.


AQUELE ABRAÇO

Aquele abraço delegado Jáder Biazon, João Carlos Travain, Pitico, Rubinho e todos de Agudos.

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