Polícia

Assaltante confessa furtos no Tívoli 1

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 3 min

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú, confirmou na tarde de ontem que um dos homens acusados de integrar a quadrilha que praticava furtos e roubos em cidades do Interior de São Paulo e do Paraná confessou a participação no ?arrastão? a nove residências no Tívoli 1, em Bauru. Ainda de acordo com a polícia, há também gravações que indicam que a quadrilha estava na cidade no dia dos furtos em série.

O delegado titular da DIG de Jaú, Edmilson Bataier, já havia confirmado que as pessoas identificadas, presas e procuradas durante as investigações, que tiveram início há quatro meses, são as mesmas responsáveis pelos furtos às residências do Tívoli 1, entretanto, não tinha revelado quais eram as evidências.

Ontem, ele declarou que Éder Wilhis Nunes Pereira confessou durante esta semana que a quadrilha realmente atuou no condomínio bauruense. "Ele acabou confessando a participação nesse caso. Mas não quis revelar os parceiros".

De acordo com o delegado, o reconhecimento dos objetos apreendidos com a quadrilha também pode ajudar nessa comprovação. "Uma vítima de Jaú já reconheceu um relógio que foi furtado. Também achamos um pen drive de uma outra vítima de Maringá. Assim, vamos confirmando caso a caso. As vítimas de Bauru também podem ajudar nesse reconhecimento", aponta Bataier.

Outro ponto que deve incriminar os homens são gravações de conversas. Segundo o titular da DIG, há várias gravações indicando que os integrantes da quadrilha estavam em Bauru no dia do ?arrastão? ao Tívoli. "Todas essas provas nos dão certeza absoluta que eles foram os responsáveis pelo caso ocorrido em Bauru. Eles disseram que escolhiam as cidades de forma aleatória, porém, ainda estamos investigando isso".

Os furtos em série no Tívoli 1 ocorreram no último dia 5, entre 20h30 e meia-noite. Na ocasião, bandidos entraram no condomínio, que mantém forte esquema de segurança, e invadiram nove residências. Sem serem vistos por uma pessoa sequer, eles saíram do local levando grandes quantias em dinheiro nacional e estrangeiro, joias, aparelhos eletrônicos e até mesmo armas.

Na tarde de ontem, o titular da DIG de Bauru, Carlos Alberto Gomes da Rocha Silva, afirmou que recebeu as informações necessárias de Jaú. "Eu recebi essas informações, porém, ainda não as analisei completamente. Entretanto, agora há fortes indícios de que a quadrilha seja realmente a mesma que agiu aqui no condomínio Tívoli 1".

Segundo ele, em conversa informal com umas das vítimas bauruenses que esteve em Jaú, ela teria também confirmado tais suspeitas.

Em Jaú, o delegado Edmilson Bataier pediu a prisão preventiva dos acusados, uma vez que eles estavam detidos de forma provisória apenas. Somente um dos homens anteriormente presos, Guerino Custódio Cardoso, teve o depoimento colhido e foi liberado. Segundo o delegado, "já havia sido esclarecido os fatos necessários e, por isso, ele foi liberado".

____________________

Desmonte da quadrilha


Na manhã do último dia 10, policiais civis de Jaú (SP), São José do Rio Preto (SP) e Londrina (PR) executaram a operação exatamente na cidade paranaense e localizaram vários objetos - provavelmente furtados -, veículos e dinheiro. No local, Dana Stéfani da Costa foi detida. Horas depois, a polícia prendeu mais um suspeito, Éder Wilhis Nunes Pereira - exatamente quem confessou a participação no caso do Tívoli.

Na tarde do mesmo dia, outro homem foi detido. Enquanto prestava depoimento na delegacia de Londrina, Guerino Custódio Cardoso acabou preso, porém, foi liberado após prestar depoimentos. No final da noite do dia seguinte, Jéferson dos Santos, o líder da quadrilha, foi preso.

Jéferson foi detido em uma casa de veraneio no condomínio Riviera do Poente, na cidade de Alvorada do Sul, que faz fronteira com o município de Londrina. A perseguição a Jéferson foi longa. Durante a fuga, o homem perdeu o controle do veículo que dirigia e colidiu, mas conseguiu adentrar em uma mata fechada, onde acionou a ajuda de outros suspeitos, Abraão Custódio Cardoso e uma mulher, que ainda estão foragidos da polícia.

Comentários

Comentários