Política

Movimento tenta barrar privatização na Saúde

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 1 min

Membros do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) e entidades contrárias à proposta de privatização da Saúde, que tramita na Câmara Municipal, formaram uma frente e se manifestaram na manhã de ontem, no Calçadão da Batista. Um abaixo-assinado tenta evitar a contratação terceirizada.

O advogado do Sinserm, Sandro Luiz Fernandes, ressalta que a contratação terceirizada de funcionários para o Pronto-Socorro da Bela Vista, foge às regras da Constituição Federal e custará mais caro do que propor um aumento para os funcionários que já trabalham no local.

"Eles querem contratar funcionários da Fundação Une, de Botucatu, para assumir o Pronto-Socorro do Bela Vista por um ano para combater a falta de médico. Mas o município tem obrigação de fornecer saúde à população e está fugindo dessa responsabilidade. Tentar inserir mão de obra privada sem concurso público para lidar com patrimônio público contorna as regras da constituição", disse.

Pelos cálculos do advogado, a contratação terceirizada sairá mais caro. A coleta de assinaturas não deverá ficar restrita à data de ontem e será multiplicada por entidades adeptas ao movimento.

Maria Aparecida Miranda Novaes, 56 anos, ficou sabendo da mobilização pela psicóloga com quem faz tratamento e resolveu aderir ao movimento. "Eu tenho fratura no fêmur e preciso fazer fisioterapia. Não consegui mais o tratamento gratuito e agora tenho dificuldades de andar até de bengala. Acho que a saúde em Bauru está péssima e a privatização deve piorar a situação", declarou.

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