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Porto Velho vive uma madrugada de tensão e comércio fecha as portas

Folhapress
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Porto Velho - A capital de Rondônia viveu uma madrugada de tensão ontem com boatos de saques, protestos e medo de novos conflitos entre a polícia e os cerca de 7.500 trabalhadores abrigados na cidade após a retirada em massa do canteiro de obras da usina de Jirau.

Parte do comércio fechou as portas - especialmente nas proximidades dos quatro centros de recepção e alojamento improvisados na cidade. No maior deles, instalado na sede do Sesi, as principais ruas de acesso foram fechadas pela Polícia Militar.

Os operários foram retirados da hidrelétrica após um quebra-quebra que começou na noite de terça-feira. A maior parte dos alojamentos da obra, a mais de 100 km do centro de Porto Velho, foram destruídos. A construção permanece suspensa.

Até o final da tarde de anteontem, a Secretaria de Segurança confirmava ter recebido 81 chamadas referentes a supostos tumultos. Nenhum deles se confirmou, segundo o secretário Marcelo Bessa. "Houve muita boataria, mas nada foi confirmado", disse.

O governador Confúcio Moura (PMDB), em entrevista coletiva, disse que havia ordenado que "todo o policiamento fosse colocado na rua". "Não queremos que a população tenha nenhum sentimento de pânico."

Clima de guerra

Apesar do aumento da tensão, a Secretaria de Segurança disse ontem que não foi registrada nenhuma ocorrência grave na madrugada.

"Porto Velho vive um clima de guerra. A população está aterrorizada com as notícias e os boatos e os trabalhadores sendo marginalizados", disse o promotor Aluildo de Oliveira Leite.

O promotor é coordenador do grupo de trabalho criado para acompanhar os impactos da construção das usinas do rio Madeira.

Desde anteontem, segundo a Camargo Corrêa, parte dos trabalhadores já começou a ser encaminhada para seus locais de origem.

A maioria foi transportada em ônibus, mas centenas de pessoas foram deslocadas para o aeroporto para embarques em dois Boeings fretados pela empresa.

Os embarques devem continuar ao longo do final de semana. Segundo a empresa, todos os trabalhadores deverão estar de volta a seus Estados até segunda.

A Camargo Corrêa diz que os aviões e ônibus têm como destino Belém, São Luís, Teresina, São Paulo e Curitiba.

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