Rio - Dois protestos chamaram atenção durante a visita do presidente dos EUA, Barack Obama, ao Rio. Na manhã de ontem, cerca de 15 manifestantes ficaram em frente ao hotel onde Obama estava hospedado, em Copacabana, lembrando as 154 pessoas que morreram no acidente do voo 1907 da Gol, que se chocou com um jato Legacy, da empresa táxi aéreo americana ExcelAire, a caminho de Manaus, em 2006. À tarde, uma manifestação organizada por 11 entidades, entre as quais o Movimento dos Sem Terra, o Sindicato dos Petroleiros e o Conlutas, reuniu cerca de 400 pessoas em protesto contra a visita oficial de Obama.
Os dois protestos foram pacíficos e, no caso da manifestação em favor das vítimas do Legacy, parentes e amigos pediram a demissão dos pilotos americanos Joseph Lepore e Jan Paladino, envolvidos diretamente no acidente que não sofreram punição e foram tratados como heróis ao voltar para casa. Na ocasião, os americanos trafegavam com o Transponder desligado. Eles estavam voando na rota errada, zombando do manual, não conheciam a aeronave.
Cinelândia
Uma manifestação convocada por movimentos sociais para promover uma caminhada em sentido à Cinelândia, em protesto contra a vinda do presidente dos EUA, Barack Obama, ao Rio de Janeiro, sofreu impasses com a Polícia Militar. A PM proibiu a presença de um carro de som no ato público.
Cerca de 300 pessoas começaram a caminhar por volta das 13h após se concentrarem em uma praça no bairro da Glória, próximo à Cinelândia, onde um forte esquema de segurança já prepara a área para o discurso do chefe de Estado norteamericano.
Na sexta, uma garrafa de coquetel molotov foi arremessada contra o consulado e policiais do Batalhão de Choque da PM que faziam a segurança do edifício respondeu com tiros de balas de borracha, spray de pimenta e bombas de efeito moral.
Participaram da manifestação de ontem diversas entidades sociais, centrais sindicais como a CUT e representantes de partidos políticos como PSTU, PSOL e PCdoB.