BAURUENSES
O bauruense Daniel Bustamante (Preve-Objetivo) venceu, no último final de semana, a categoria 17/18 anos do torneio federado disputado no Caiçara Clube de Jaú. Na semifinal e final, que foi contra o tenista da casa, Milton Falcão, Daniel não perdeu um game sequer, 6/0, 6/0 em ambos os jogos. Os pontos conquistados em Jaú o consolidam na primeira posição do ranking paulista na categoria, a qual lhe garante o direito de receber da Federação Paulista de Tênis um "wild-card" (convite) para a chave principal de torneio "Challenger" (torneio profissional com premiação de US$ 35 mil) que será disputado em abril no Tênis Clube de Santos. O torneio será supervisionado pela Federação Internacional de Tênis e organizado pela FPT. No federado disputado em Descalvado, Caio Pereira ficou em segundo lugar na categoria 14MB, perdendo na final para Matheus Furlaneto, por 6/3 e 6/3.
DEFENDENDO A SUÉCIA
O tenista Cristian Lindell, de 19 anos, e ocupando a 342ª posição no ranking mundial entre os profissionais, é nascido no Brasil, mas tem dupla cidadania: brasileira e sueca, já que é filho de mãe carioca e pai sueco. Sua fase infanto-juvenil foi toda aqui no Brasil. Há pouco tempo, foi convidado para treinar na Suécia e aceitou, passando a representar aquele país em torneios oficiais. Sua primeira convocação aconteceu na semana passada, quando se viu ladeando Robin Soderling para representar a Suécia na Copa do Mundo, evento que será disputado na Alemanha na semana que antecede o "Grand Slam" Roland Garros. Depois que os suecos se interessaram pelo tênis de Lindell, a Confederação Brasileira de Tênis, tardiamente se interessou também.
DESAFIO
Durante um encontro de chefes de governo da União Europeia, o primeiro ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, desafiou o presidente da França, Nicolas Sarkozy, para uma partida de tênis em duplas. Cameron disse que terá como parceiro Andy Murray, enquanto Sarkozy deverá, ainda, procurar um parceiro. Do jeito que a coisa anda, independentemente do parceiro, Sarkozy deverá sair vencedor, pois nem jogando ao lado do sérvio Novak Djokovic, Murray conseguiu vencer. Isso mesmo, desde o Aberto da Austrália disputado em janeiro, onde foi vice-campeão, Murray não vence uma partida sequer. Depois de perder para o americano Alex Bogomolov na primeira rodada do Masters 1000 de Miami (em andamento), perdeu também na primeira rodada, em duplas, para o ucraniano Sergyi Storkhovski e o russo Mikhail Youzhny, mesmo tendo como parceiro o sérvio Djokovic. E não perderam o jogo propositalmente, para que Murray já eliminado das simples pudesse voltar para casa, pois o equilíbrio do placar confirma isso: 5/7, 6/3 e (10/8).
NADAL X DJOKOVIC
O jogo não valeu pontos para o ranking nem encerrou a serie de 20 vitórias seguidas em torneios oficiais do sérvio Novac Djokovic, mas na semana passada, menos de 24 horas depois da partida final de Indian Wells, Rafael Nadal venceu o sérvio em jogo exibição em Bogotá, Colômbia. Qual o real motivo para que esses dois maiores tenistas do momento se deslocassem até a Colômbia para uma exibição horas após terem disputado uma final em um torneio importante, sendo que dois dias depois tinham jogo marcado no Master de Miami. Como Fernando Meligeni disse em seu blog: "Algo em torno de 1 milhão de dólares (cada um), talvez mais".
MUSTER
Sempre soube que alguns que sonham em ser um grande tenista, levam isso a sério, mas não alcançam o objetivo, acabam "meio" perturbados mentalmente. Mas nunca ouvi falar de alguém que tenha ficado assim depois de ter alcançado o primeiro lugar do ranking mundial. O austríaco Thomas Muster, no entanto, está mostrando que isso pode acontecer a todos. Depois de ter encerrado a carreira em 1999 e já tendo sido número 1 do mundo, resolveu voltar ao circuito no ano passado, vencendo apenas um dos nove jogos que disputou desde então. Nessa semana, disputa um torneio "challenger", na Itália, com premiação de 42,5 mil euros. Seu primeiro adversário é o seu compatriota Martin Fisher, 137o do mundo.
DICA
Para um bom jogador, que sabe onde deve jogar a próxima bola, as jogadas saem naturalmente, mas para outros, principalmente os iniciantes, precisam seguir algumas regras. Por exemplo: seu adversário veio à rede depois de uma bola profunda, mas você antecipou a jogada e chegou à bola com tempo de poder optar por um "lob" (bola por cima) ou passá-lo por baixo; o que fazer? Vai depender da distância em que seu adversário esteja da rede e sua posição em relação à linha de fundo de sua quadra. Se você estiver bem atrás da linha do fundo e seu adversário estiver muito próximo da rede, a melhor jogada é um "lob". Por quê? Se estiver atrás da linha e tentar a passada, a longa distância até o adversário propiciará a que ele tenha tempo de ler sua jogada e se deslocar até a bola. No caso, se tentar o "lob", mesmo que o golpe não seja capaz de fazê-lo voltar até o fundo da quadra, deverá ser suficiente para que pelo menos o afaste da rede e aí sim você tenha melhores condições de buscar a passada na próxima bola. Mas, se depois da bola de aproximação, você estiver dentro da quadra, as chances de uma passada bem sucedida aumentam, pois o adversário terá menos tempo de reação para se movimentar em direção à bola e, mesmo que retorne a bola, seu "voleio" (bola antes que pingue) não deverá ser "matador", em razão da distância mais longa que estará da rede, o que poderá facilitar a passada na bola seguinte.
CURIOSIDADE
Na corrente semana, está em andamento o torneio "Masters" de Miami. Se na semifinal do mesmo torneio, no ano 2000, já houvesse o desafio "Hawk-Eye", o brasileiro Gustavo Kuerten (Guga) não teria sido prejudicado em um ponto decisivo na partida final contra o americano Pete Sampras. A partida era disputada em melhor de cinco sets e quando Sampras vencia por 2 sets a 1 e os jogadores empatavam em 6 a 6 no "tie break" do quarto set, após uma subida para a rede de Guga, Sampras tentou a passada e a bola foi claramente fora, mas dada como boa pelo juiz de linha e confirmada pelo arbitro de cadeira. No ponto seguinte, Sampras cometeu uma dupla falta. Se aquela bola tivesse sido chamada corretamente, Guga venceria o set e, naquele momento, em melhores condições físicas que Sampras, certamente, venceria também o quinto e decisivo set e o torneio, contando com pelo menos um título na importante competição. O "Hawk-Eye", é um tipo de vídeo tape de alta tecnologia e que decide a marcação da bola quando solicitado pelo jogador que não concorda com a marcação do juiz. O placar do jogo entre Guga e Sampras, no "Masters" de Miami, no ano 2000, foi 6/1, 6/7, 7/6 e 7/6 (10/8).