Botucatu ? O comerciante Lauro Borges Pereira, 48 anos, que protagonizou na última segunda-feira um fato inusitado ao arremessar seu veículo contra uma viatura da Polícia Militar (PM) com o objetivo de ser preso para ficar ao lado do filho na Cadeia Pública de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), foi solto ontem por ordem da Justiça. Com a decisão, ele irá responder a inquérito que apura dano ao patrimônio público, lesão corporal e desacato e resistência em liberdade.
O caso de Lauro ganhou repercussão nacional. Além de causar propositalmente a colisão da caminhonete que conduzia contra a viatura, estacionada no pátio de um posto de combustível, ele chegou a desacatar e agredir policiais militares e civis. Após sua prisão, um médico legista contatou que ele estava embriagado. Mas o que chamou mais a atenção nesta ocorrência foi o fato do comerciante ter telefonado para o 190, momentos antes da confusão, pedindo para ser preso.
Lauro conseguiu permanecer dois dias na mesma cela onde o filho, Wellington Borges Pereira, está preso desde o último dia 25, quando foi detido por uma equipe do Grupo Especial de Patrulhamento Ostensivo com Motocicletas (Gepom) da Guarda Civil Municipal (GCM) por extorsão. A decisão, tomada pelo diretor da unidade, delegado Geraldo Franco Pires, teve como objetivo evitar mais confusões e garantir a segurança dentro da cadeia.