Política

Câmara altera o projeto salarial e prefeitura terá que retomar negociação


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A sessão já tinha passado das 23h, quando na segunda discussão da pauta do dia os vereadores propuseram emenda que alterava o projeto de lei sobre o reajuste dos salários dos servidores. A proposta de alteração suprimiu o artigo primeiro da matéria encaminhada pelo Executivo. Nele, a prefeitura concedia aumento de 0,01% aos vencimentos dos servidores. Porém, o restante da proposta foi mantida. A iniciativa obriga o prefeito a retomar as negociações com os servidores.

Na avaliação dos vereadores, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) quis embutir "penduricalhos" no projeto que deveria tratar somente do dissídio da categoria. Votaram contra a emenda apenas os vereadores Paulo Eduardo de Souza (PSB), Renato Purini (PMDB) e Carlão do Gás (PR).

No conteúdo do projeto estavam o aumento de 0,01% a 6,03% proporcionais aos ganhos dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCSs), aumento do vale-compra, além de R$ 200,00 de vantagem pessoal para os professores e uma bonificação no Natal. Ao barrar o aumento geral de 0,01% os vereadores dão novo fôlego ao Sinserm para retomar as tratativas com o Executivo. O sindicato já tinha se posicionado contra esse reajuste. Também gerou polêmica o pagamento de vantagem pessoal de R$ 200,00 somente para professores. Chiara Ranieri e José Martins Segalla questionaram o aumento. Segundo a vereadora, a proposta não explicava de onde sairia a verba para essa bonificação. Ela também questionou o fato do benefício não se estender aos outros servidores. De acordo com Segalla, a medida veio dar um adicional a quem não obteve aumento com o Plano de Cargos, Carreiras e Salários da pasta. Segalla criticou a postura do Executivo, classificando a iniciativa como um "passa-moleque" do prefeito na Câmara. Foi aprovada a proposta que aumentava o teto dos vales alimentação e transporte dos servidores.

Também gerou discussão o projeto de lei que definiu o perímetro urbano do município. As duas emendas propostas foram rejeitadas e a matéria foi aprovada.

A alteração mais polêmica foi a sugerida por Roque Ferreira (PT), que pedia a retirada da gleba de terra conhecida como Fazenda Urbana do perímetro urbano de Bauru. Apesar de ter obtido nove votos favoráveis, a emenda precisava de maioria qualificada ? 11 votos para passar.

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