São Paulo - Quase um em cada quatro brasileiros tem pressão alta (igual ou maior do que 14 por 9), mostra pesquisa anual divulgada ontem pelo Ministério da Saúde.
O levantamento foi feito por telefone entre adultos das 27 capitais.
A proporção de hipertensos sofreu algumas variações no últimos anos: era de 21,6% em 2006, de 24,4% em 2009 e passou para 23,3% em 2010. O ministro Alexandre Padilha (Saúde) considerou, no entanto, que essas oscilações são estatisticamente "irrelevantes" e que há estabilidade na presença da pressão alta entre os brasileiros.
Mulheres
O problema está mais presente entre as mulheres (25,5%, contra 20,7% dos homens) e entre as pessoas com menor instrução.
No grupo com até oito anos de escolaridade (ensino fundamental), 30% têm o problema. Entre os que têm 12 anos ou mais (ensino superior), 16,2%.
No caso das mulheres, a diferença foi atribuída pelo ministro ao fato de elas procurarem mais os serviços de saúde, o que faz com que o número de diagnósticos seja maior.
Em relação à população com menos escolaridade, ele afirma que o fato se deve a, entre outros fatores, uma menor prática de atividades físicas no tempo livre, constatação retirada da mesma pesquisa feita pelo ministério.
Metade acima de 55 anos
Dados do Ministério da Saúde mostram que metade dos brasileiros com mais de 55 anos de idade tem hipertensão. De acordo com o ministério, quanto mais a população vai envelhecendo, maior o risco de ter a pressão alta, fator que contribui significativamente para o surgimento de doenças cardíacas.
Na faixa acima de 65 anos de idade, 60,2% dos brasileiros têm a doença. A prevalência da hipertensão entre os jovens é bem menor. Na faixa de 18 a 24 anos de idade, somente 8% foram diagnosticados com a doença.
Nos últimos cinco anos, tem aumentado o número de brasileiros com hipertensão. Em 2006, 21,6% da população tinha a doença. Em 2010, essa taxa subiu para 23,3% - um recuo de 1,1 ponto percentual na comparação com o ano anterior. Apesar do crescimento registrado nos últimos anos, o ministro Alexandre Padilha avalia que a tendência é de estabilização dos indicadores.
A maioria das capitais do Norte e do Nordeste do País apresenta percentual da população com hipertensão inferior à média nacional.