? De novo, Sucupira
Os vereadores de Bauru protagonizaram um espetáculo lamentável ontem, ao não conseguirem um deles, entre muitos, para preencher um cargo (2.º secretário) na Mesa Diretora da Casa e, por isso, não poderem discutir nem votar projetos. De quebra, uma constatação não menos surrealista: o presidente do Legislativo, Roberval Sakai (PP), não tem mais apoio da oposição nem da situação. Novamente, foi inevitável não nos lembrarmos da famosa Sucupira...
? Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii...
Foram constrangedores e hilários os momentos em que o presidente da Câmara Municipal chamou as lideranças de todos os partidos e recebeu a recusa de todos eles, um a um, para a indicação de um nome que assumisse o cargo de segundo secretário da Mesa Diretora, renunciado por José Roberto Segalla (DEM) e rejeitado por Gilberto Giba dos Santos (PSDB). A cada ?não?, das galerias ouvia-se um ?xiiiiiiii...?
? Vexame legislativo
A situação que culminou, pela primeira vez, no encerramento de uma sessão completamente vazia, deixou clara a falta de apoio de oposicionistas e governistas ao presidente Roberval Sakai que, por sua vez, deixou clara em sua expressão facial a contrariedade diante da situação vexatória.
? Confusão temporal
Logo após a retomada da sessão, depois de quase 3 horas de paralisação, o caos tomou conta do plenário. Roberval Sakai queria aprovar o aumento do tempo regimental de duração da sessão, pois estava contando todo o tempo perdido de suspensão. Marcelo Borges (PSDB), Segalla (DEM) e Roque Ferreira (PT) protestaram e conseguiram com que as horas não fossem contadas dentro da sessão. Mas logo ela foi encerrada...
? Pauta engavetada
Com o encerramento da sessão, os projetos da pauta não foram discutidos nem votados pelos vereadores. Entre eles, estavam a segunda discussão do programa de refinanciamento fiscal (Refis) e um projeto de Moisés Rossi (PPS) que propõe alterações na lei das calçadas, aprovada no ano retrasado.
? Em plena campanha
Moisés Rossi também se destacou por parecer estar em plena campanha para a presidência da Câmara Municipal antes mesmo de uma possível renúncia de Sakai (Leia mais na página 4). Está certo que a pressão vai ser grande, mas tamanha vontade surpreendeu quem acompanhava toda a ópera bufa de ontem.
? Mais uma renúncia
José Segalla (DEM) não foi o único a renunciar a um cargo interno da Câmara Municipal. O vereador Paulo Eduardo de Souza (PSB) deixou a relatoria da Comissão Interpartidária alegando incompatibilidade na sua agenda com os horários das reuniões. Segundo o socialista, ainda não há substituto definido para o posto. Segundo Paulo Eduardo, o cargo ao qual renunciou não tem muita função prática, da mesma forma que a rainha da Inglaterra...
? Posicionamentos
Os três vereadores não encontrados pelo Jornal da Cidade em reportagem publicadas na edição de ontem declararam, num intervalo da maluca sessão do Legislativo, seus posicionamentos sobre o aumento no número de vereadores da Câmara Municipal. Amarildo de Oliveira (PPS) é contra, Renato Purini (PMDB) defende o aumento de uma cadeira apenas e Carlinhos do PS (PP) aguarda decisão partidária. (Leia mais na página 4)