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Manifestantes vão às ruas em vários países para homenagear Bin Laden

Folhapress
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Islamabad - Muçulmanos no Paquistão, Índia, Egito, Filipinas e Turquia saíram às ruas de seus países ontem para prestar homenagens ao ex-líder da Al-Qaeda Osama bin Laden.

Em Quetta, no Paquistão, uma manifestação foi organizada pelo Jamiat Ulema e Islam (JUI) - partido político ideologicamente ligado ao Taleban - em Kuchlak, subúrbio da cidade. Aos gritos de "vida longa a Osama", uma bandeira americana foi queimada.


Filipinas


Ao menos uma centena de muçulmanos filipinos protestaram ontem no centro de Manila contra a morte de Bin Laden. Aos gritos de "Alá é o maior", em árabe, os manifestantes partiram em direção às imediações da embaixada americana após a reza das sextas-feiras. Um cordão policial impediu a passagem do grupo.

Sheikh khamil Yahyah, líder espiritual do conselho superior de ulemás do Bangsamoro (denominação do povo muçulmano das Filipinas), garantiu que os pensamentos políticos de Bin Laden "são a melhor estratégia para disseminar as doutrinas do Corão".

O líder religioso denunciou "a profanação do corpo de Bin Laden" pelo Governo dos Estados Unidos e lamentou que este país "não tenha tido a decência de entregar o corpo às autoridades paquistanesas ou a algum membro de sua família na Arábia Saudita".


Índia, Egito e Turquia


Cerca de 10 mil se reuniram em uma mesquita da cidade indiana de Chennai (sul) para protestar pelo modo como Bin Laden foi jogado ao mar depois de sua morte, informaram os meios de imprensa do país asiático. "Como foi negado a Bin Laden o rito final pela tradição islâmica, os devotos lhe ofereceram um funeral muçulmano", explicou à agência "Ians" o clérigo Shamsudeen Qasimi, imame da mesquita de Makkah, onde aconteceu a congregação.

No Egito, mais de 3 mil salafistas realizaram uma manifestação no Cairo em protesto pela morte do líder da rede terrorista e caminharam em direção à embaixada dos EUA na capital egípcia, segundo fontes da polícia. No entanto, foram bloqueados nas imediações da missão diplomática no centro da capital egípcia.

Na Turquia, cerca de 200 foram às ruas em Istambul como parte de um protesto contra os EUA e para denunciar a morte do líder da Al-Qaeda. Os manifestantes, reunidos diante da mesquita Fatih, ao final da prece de sexta-feira, levavam uma faixa com os dizeres: "Estados Unidos terroristas, Osama mujahid" (combatente)."

Em resposta a uma convocação do jornal islamita Milli Gazete e da organização de mesma tendência Özgür Der, eles levavam cartazes com fotos de Bin Laden e outras que mostravam soldados americanos assediando mulheres no Iraque.


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