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Profissionais são atraídos por novos desafios no setor


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São Paulo - Os profissionais que miram oportunidades em pequenas e médias empresas querem a possibilidade de empreender mesmo em uma companhia que não é sua. "Muitos querem liberdade para dar ideias e sentir a adrenalina de fazer algo diferente", diz Gustavo Costa, da consultoria Hays Brasil.

Carlos Padula, 48 anos, atual diretor-geral da Hope, está nessa categoria de executivos. No fim de 2010, quando trabalhava na malharia Puket, foi convidado a ir para uma varejista com receita de mais de R$ 1 bilhão, mas preferiu atuar na profissionalização da gestão da Hope. "Grandes empresas poderiam me oferecer desafios interessantes, mas dificilmente eu conseguiria participar de todas as etapas", diz.

No ano, a Hope espera faturar R$ 220 milhões e expandir operações.

Outros três executivos de liderança fizeram o mesmo trajeto, saindo de empresas como Nike e Caloi.

O Sebrae-SP identifica uma tendência de ex-executivos que iniciam negócios. Para cada empresa criada pela necessidade de sustentar o fundador, surgem duas por novas oportunidades. "Entre os jovens de 25 a 34 anos, a relação é de 3,4 para cada uma", diz Bruno Caetano, diretor do órgão.


Projetos pessoais

É comum executivos nessa idade desengavetarem projetos pessoais. Cyntia De Labio, 36, deixou a Accenture para abrir uma grife infantil chamada Peixe Amarelo.

Com foco no público A e B, a empresa está em processo de expansão e em 2012 deve faturar R$ 250 mil. "Não foi fácil abrir mão de uma carreira com grande potencial de crescimento", diz.

A decisão é bem-vista pelo mercado, mesmo que as cifras iniciais sejam inferiores aos salários. "É cada vez mais comum executivos abreviarem sua estada em multinacionais para se dedicarem a "startups? (empresas iniciantes). Isso é visto como um movimento natural de carreira", diz Jairo Okret, da Korn/Ferry Internacional.

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Grandes investem para reter talentos


São Paulo - Na tentativa de evitar a perda dos melhores funcionários para pequenas e médias empresas, as grandes companhias estão estruturando programas para reter seus talentos.

A estratégia não inclui apenas fisgar o profissional pelo bolso quando há possibilidade de aumento de salário, mas no estímulo a projetos capazes de colocar o espírito empreendedor do funcionário em prática. "As empresas já descobriram que promoção, ou salários, não é suficiente. Os profissionais, principalmente da geração Y, são movidos a desafios", resume o professor Marcos Hashimoto, do Insper.

Na pauta estão estratégias que envolvem desde rotatividade de áreas até a liberdade para tocar projetos pessoais relacionados ao negócio, além de iniciativas capazes de estimular os profissionais a dar ideias que possam ser incorporadas rapidamente às operações.

O desafio não é fácil, principalmente enquanto as grandes crescem a taxas inferiores à faixa de 20% a 30% e se mostram muitas vezes lentas para agir.

A disputa com as médias e pequenas companhias pode ser especialmente difícil para profissionais em início de carreira com intenção de ter sua própria companhia.

Segundo Hashimoto, professor do Insper e Coordenador do Centro de Empreendedorismo, para muitos estudantes há a sensação de que vão aprender mais em uma estrutura com menos níveis hierárquicos e que permita compreender o funcionamento de diversas áreas ao mesmo tempo. "Existe a sensação de aprendizado integral", afirma.

Uma das alternativas tem sido discutir em grupo como apresentar desafios interessantes às equipes.

Há duas semanas, representantes de 29 empresas reuniram-se no Insper para discutir o assunto. A experiência, que busca formas cada vez mais eficazes, se repetirá nos próximos meses.

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