? Frustração
Moisés Rossi (PPS) foi o único vereador a votar contra a escolha de Chiara Ranieri (DEM) para ocupar a segunda secretaria da Mesa Diretora da Câmara de Bauru. O parlamentar demonstrou sua frustração após o acordo firmado entre oposição e o presidente Roberval Sakai (PP), pois, segundo se comenta, vislumbrava a realização de novas eleições para que pudesse concorrer à presidência do Poder Legislativo.
? Na bancada
O vereador, porém, alegou que sua posição foi tomada junto com o colega de bancada Amarildo de Oliveira (PPS) durante o fim de semana, pois ambos entendiam que Sakai não teria mais condições de seguir à frente da presidência. O colega de partido, no entanto, não compareceu à sessão ordinária de ontem, pois estava em Rancharia (SP), onde seu pai enfrenta problemas de saúde.
? Independente
Rossi não negou seu isolamento na Câmara, após se rebelar contra o acordo oposicionista e flertar, sem sucesso, com a base de apoio do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB). O vereador afirmou que se sente, agora, mais à vontade e independente para votar nos projetos de acordo com o que julga melhor, sem tanto comprometimento com os grupos que dividem em dois o Legislativo.
? Saúde melhor
Mais uma vez, a crise da Saúde voltou a ser tema de discussões na Câmara. Vereadores repercutiram matéria publicada no Jornal da Cidade, que revelou o fracasso de mais um concurso municipal para a contratação de médicos. Serão necessários mais 50 profissionais para que as UPAs, prestes a serem inauguradas, não entrem em colapso pelo velho problema da falta de médicos antes de abrir.
? As lágrimas
O vereador Fernando Mantovani (PSDB) não conteve o choro após exibir o vídeo de um projeto da escola estadual Ernesto Monte, em que um coral formado por crianças surdas e sem deficiência cantavam, em libras e vocalmente, a canção ?Imagine?, de John Lennon. O vereador demonstrou entusiasmo ao falar sobre o projeto, que promove a integração entre as crianças.
? Só de homem?
Ao falar sobre o comprometimento do prefeito ao destinar repasses do Refis para o tratamento de esgoto, Renato Purini (PMDB) disse que homem que é homem honra seus compromissos. José Roberto Segalla (DEM), em tom amigável, contestou a afirmação, alegando que mulheres e gays também ?têm palavra?. O demista classificou a frase de Purini como politicamente incorreta.
? Com H maiúsculo
A saída encontrada por Renato foi dizer que se referia a homem com ?H Maiúsculo?, considerando todos os seres humanos, independentemente de serem homens, mulheres, gays, lésbicas ou transsexuais. Tudo isso no dia em que a Câmara aprovou o Conselho Municipal de Atenção à Diversidade Sexual. Vale lembrar que Natalino da Silva (PV) foi o único a votar contrário à proposta.
? DAE e Correios
Hoje é o último dia do contrato de prestação de serviços dos Correios para a leitura de consumo de água em Bauru. A partir de amanhã, o Departamento de Água e Esgoto (DAE), que locou as máquinas para a medição, vai realizar o serviço de forma direta, após anos com o serviço terceirizado.