Esportes

Polo aquático: Jovens promessas se despedem da Seleção

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 3 min

Em comum a oportunidade de praticar um esporte que ainda não é massificado no Brasil e vontade de representar o País no futuro. Apontados como promessas pelos técnicos Diego William e Vinícius Marques, do Projeto Futuro, e considerados destaques pelos jogadores da Seleção Brasileira de Polo Aquático no período em que o time nacional treinou em Bauru, Luiz Felipe Pinheiro Cardoso, Guilherme Forceto Scarpin, Júlia Monteiro Lopes e Felipe Augusto Alves de Almeida são algumas das revelações do projeto, desenvolvido na cidade desde setembro do ano passado.

Cardoso, 14 anos, treina no Projeto Futuro desde setembro e conta como tomou conhecimento das atividades. "O meu técnico hoje (William) foi na minha escola fazer uma propaganda do projeto, eu me interessei e vim aqui", relata o garoto, que estuda na EE Ernesto Monte, e joga na posição de armador.

A experiência de treinar com a Seleção Brasileira foi proveitosa, segundo o garoto. "Acrescentou muita coisa para a gente, passaram técnica. Eu sou o jogador que marca um dos jogadores mais difíceis, que é o centro, e eles passaram várias técnicas para a gente marcar melhor e dificultar o gol adversário", aponta Cardoso.

A opinião é compartilhada por Scarpin, também com 14 anos e companheiro de equipe no Projeto Futuro. "Eu já sabia nadar direito e facilita", simplifica o garoto, que joga na posição 2 e 4, ambas no ataque, explica o que aprendeu. "O jeito mais fácil de jogar a bola, chutar com mais força. A gente jogava errado antes", constata o atleta, que tem apenas um e meio de polo aquático.

Os sonhos também são parecidos. "Meu técnico já falou para a gente se já pensamos em participar das Olimpíadas de 2016 e isso já passou pela minha cabeça muitas vezes. Vamos ver o que dá", diz Cardoso. Scarpin vai pelo mesmo caminho. "Quero jogar a Olimpíada. Já sonhei várias vezes com isso", descreve o jovem, que conheceu o Projeto Futuro por intermédio de um amigo, que já era aluno.


Na Itália


Lopes e Almeida, ambos de 10 anos, estão entre as 13 crianças selecionadas para representar o Brasil no Festival Internacional de Polo Aquático Habawaba, que será realizado de 19 a 25 de junho, na cidade italiana de Lignano Sabbiadoro. A menina joga polo aquático há cerca de três meses e não esconde a ansiedade. "Estou com medo", admite com um sorriso.

A certeza é dificuldade dentro da piscina na Europa. "Estou esperando jogos muito difíceis", afirma a garota, que ainda não tem posição fixa, mas que prefere jogar no ataque. "Gosto de jogar no canto porque é mais fácil de fazer gol", observa, contando que fez seu primeiro gol anteontem nos treinos. O sonho é jogar fora do Brasil.

Almeida endossa a expectativa por duelo complicados diante de jogadores de países tradicionais no polo aquático. "Acho que vai ser bem difícil lá, vai ser jogo muito duro e vamos ter que nos esforçarmos bastante para ganhar", projeta o ponta-ataque, que está no Projeto Futuro desde o começo da iniciativa. "Não sabia nadar e aprendi aqui", revela. Agora, vai estar representando o Brasil em um torneio internacional.

O garoto é mais que tomou conhecimento do projeto através de visita à escola onde estuda, a EE Professor José Ranieri, no Núcleo Geisel, também planeja defender o Brasil. "Meu sonho é entrar na Seleção Brasileira", expõe. A Seleção Brasileira se despediu, ontem, do Projeto Futuro em cerimônia que teve jogo-exibição para aproximadamente 300 crianças integrantes e homenagens.

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