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Estudantes promovem ?beijaço? contra Bolsonaro em Florianópolis

Folhapress
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Florianópolis - Cerca de 150 casais homossexuais reuniram-se em Florianópolis (SC), na tarde de ontem, para um ato público contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ). A ação, batizada de Um Beijo a Bolsonaro, é uma forma de repúdio ao deputado federal, que tem criticado publicamente homossexuais e políticas a favor dos homossexuais.

Quando o relógio da Catedral Metropolitana, que fica na região central da Capital catarinense, marcou 18h, todos os presentes beijaram-se ao mesmo tempo. Casais homossexuais, heterossexuais e inter-raciais participaram do movimento.

"Não queríamos manifestações políticas. Então pensamos em um beijo livre, sem preconceitos, mostrando que uma sociedade pode e deve ser o mais heterogênea possível. Mostrar que o Brasil realmente deve ser um país de todos e que o direito à cidadania não pode ser só para alguns", diz Renatha Lino, uma das organizadoras do movimento.

A estudante de 19 anos afirma que o fato de o "beijaço" ter acontecido em frente à catedral "não tem nada a ver com críticas à igreja". De acordo com Lino, o local foi escolhido por comportar um grande número de pessoas, sem atrapalhar o trânsito.

"Essa iniciativa não partiu de alguém diretamente afetado pelos preconceitos que muitas comunidades pregam - não sou negra nem sou gay. Pensar no outro e indignar-se com o que afeta o outro é fazer parte de uma sociedade", diz Renatha Lino, que organizou o evento com professores e alunos da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

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Senadora acusa quebrar decoro


Brasília - A senadora Marinor Brito (PSOL-PA) protocolou na Procuradoria Parlamentar do Senado representação contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) por quebra de decoro parlamentar. A representação foi apresentada ao senador Demóstenes Torres (DEM-GO), procurador da Casa. Na ação, Marinor argumenta que Bolsonaro foi desrespeitoso e a ofendeu em sua feminilidade. O desentendimento entre os dois parlamentares ocorreu anteontem após a reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado que discutia o projeto de lei que criminaliza a homofobia.

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