Pesquisadores da Fiocruz descobriram que o vírus da dengue tem efeitos diferentes no ser humano daqueles apresentados nas fêmeas do mosquito Aedes aegypti. Enquanto nos homens ele provoca dores e cansaço, nos mosquitos os deixa ativos. As fêmeas, por exemplo, chegam a se locomover até 50% a mais do que o normal (veja quadro).
A pesquisa analisou, em laboratório, o comportamento de fêmeas do Aedes aegypti com o tipo 2 da dengue, um dos mais comuns no Brasil. Foi constatado que, além de se mexerem mais, elas também faziam isso em horários incomuns. Embora a espécie tenha hábitos diurnos, as contaminadas estenderam sua locomoção também ao longo do período noturno.
Tal aumento de locomoção e atividade pode influenciar em aspectos biológicos, como a postura de ovos e o período em que as fêmeas da espécie se alimentam. Com isso, é possível se pensar estrategicamente nos melhores horários para uso de inseticidas, por exemplo.