Policiais militares da Base Comunitária Leste apreenderam 60 gramas de um entorpecente suspeito de ser a nova droga oxi, até oito vezes mais agressiva do que o crack. O entorpecente foi encontrado com Diego Augusto Ribeiro e Brian Diego Martins, ambos de 18 anos, por volta das 17h de ontem, após uma denúncia anônima, no Núcleo Habitacional Mary Dota.
De acordo com o cabo José Donizete Crisóstimo, a denúncia apontaria que havia jovens consumindo e vendendo entorpecentes no final da avenida Rosa Malandrino Mondelli e foram checar a veracidade da informação. No local, encontraram quatro rapazes, sendo que dois fugiram.
A grande porção de droga, que resulta em mais de 50 pedras quando fracionada, foi encontrada no chão. Os PMs conseguiram deter em flagrante apenas Diego e Brian, sendo que este já possui passagens pela polícia por ato infracional de tráfico de drogas.
O pequeno tijolo de droga de cor mais marrom, diferente do crack, que é mais esbranquiçado, chamou a atenção dos policiais. "Nós suspeitamos que a droga seja mesmo o oxi pela coloração e o forte cheiro de querosene e gasolina", disse Crisóstemo.
O entorpecente foi apreendido, assim como R$ 25,00 em dinheiro que estavam com um dos rapazes. A droga será encaminhada ao Instituto de Criminalística (IC) de Bauru onde será comprovado se o entorpecente trata-se de oxi ou não. Se for constatado, essa será a primeira apreensão de oxi feita na cidade.
Diferenças
Além das diferenças visuais, o oxi e o crack também são feitos com componentes diferentes apesar de ambos utilizarem pasta base de cocaína em sua composição. O oxi é oxidado com querosene, gasolina, cal virgem ou até mesmo fluídos de baterias, que são altamente corrosivos. Os resíduos da queima dos dois entorpecentes são diferentes: o do crack produz uma fumaça clara e cinza, quando o oxi exala uma fumaça bem mais escura.
Além disso, por contar uma gama maior de substâncias mais 'baratas', a pedra de oxi pode ser vendida a R$ 2,00 enquanto a mesma quantidade de crack é vendida, no mínimo a R$ 5,00.