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Presidente Dilma indica confiança no ministro e ataca ?politização?

Folhapress
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Brasília - Um dia após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertar o governo para falhas em sua articulação política, a presidente Dilma Rousseff saiu ontem da defensiva para tentar estancar a crise envolvendo o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, e conter a insatisfação de sua base no Congresso.

Dilma seguiu a receita dada pelo antecessor. Saiu do gabinete para um evento público, recebeu a bancada do PT no Senado para conversar e, de surpresa, defendeu Palocci em entrevista improvisada a jornalistas ao final de um evento no Planalto.

Foi a primeira vez que Dilma tocou no assunto publicamente desde que a "Folha de S.Paulo" revelou que o ministro enriqueceu trabalhando como consultor de empresas no período em que exerceu o mandato de deputado federal.

A presidente não fez defesa enfática do ministro nem opinou sobre seus negócios, mas procurou mostrar que seu principal auxiliar conta com sua confiança e aproveitou para atacar a oposição. "Espero que esta questão não seja politizada como foi o caso do que aconteceu ontem (anteontem), um caso lastimável que é a devolução de impostos da empresa WTorre."

Em seguida, a presidente ofereceu almoço aos 15 senadores do PT, atendendo a uma recomendação de Lula.

Ela prometeu que receberá todos os partidos aliados para discutir o novo Código Florestal, aprovado pela Câmara na terça numa votação em que o governo foi derrotado e viu sua base rachada, com PT e PMDB em lados opostos.

No encontro com os senadores, Dilma classificou o novo Código Florestal aprovado pela Câmara de insustentável e disse esperar o apoio do PMDB para modificá-lo no Senado. "O governo tem uma posição e espero que a base siga a posição do governo", disse no almoço.

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