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Cuide bem dos seus pés

Ciça Vallerio
| Tempo de leitura: 5 min

Por não ficarem à mostra, os pés são esquecidos no inverno. O resultado é ressecamento, que gera rachaduras e aspereza, observa a dermatologista Carla Albuquerque. "As pessoas descuidam de uma região que já tem propensão a tais problemas", afirma a médica, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Deveria ser o contrário: intensificar os cuidados no frio, com hidratação.

"A pele seca é o caminho para deixa-los mais ásperos", avisa Carla. Outro erro é exagerar no uso de pedra-pomes ou lixa para amenizar o espessamento dos pés. "A agressão causa efeito contrário, pois a pele reage aumentando mais sua espessura." O correto é não se exceder na pressão, lixar os pés logo após o banho e não fazer isso mais de uma vez por semana.

A umidade dos pés é outro problema típico do inverno por causa do uso constante de sapatos fechados, acrescenta a dermatologista Aurea Lopes. Ou seja, um passo para a proliferação de fungos, com surgimento de frieiras e micose nas unhas.

"O organismo abriga fungos oportunistas que esperam o momento para se desenvolver", diz Aurea. "E pés úmidos são tudo o que eles precisam." A dica é enxugar bem os pés. A médica recomenda, ainda, o uso de secador nos pés, mas com o ar frio para não queimar a pele.


De olho no salto

Pesquisa feita na Divisão de Cirurgia Vascular e Endovascular do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP, comprovou cientificamente o que, na prática, muitas mulheres já sabiam. Salto alto, principalmente utilizado por longos períodos, pode dar origem a varizes e outras doenças venosas como vasinhos, flebites e até tromboses. O uso do salto alto impede que o tornozelo trabalhe em seu ângulo ideal.

O sangue chega às pernas pelas artérias e volta pelas veias, como se fossem duas ruas de mão única, uma vai, outra vem. Esse fenômeno, chamado de retorno venoso, é fundamental na circulação. A origem da maioria das doenças venosas é a sobrecarga ou a desorganização deste circuito, por exemplo, permitindo que a veia funcione como uma rua de mão dupla ou que haja grande volume residual de sangue, comprometendo a função hemodinâmica do sistema venoso, ou seja, o fluxo sanguíneo nas veias.

O uso do salto alto, segundo dados da pesquisa do médico Wagner Tedeschi Filho e publicada pela Agência USP, impede que o tornozelo trabalhe em seu ângulo ideal. Isso limita a articulação e leva a um encurtamento do curso de trabalho da panturrilha.

A pesquisa foi dividida em duas partes. A primeira avaliou a influência da altura e do formato dos saltos em 30 mulheres, com idade entre 20 e 35 anos. Cada uma das voluntárias foi avaliada, por meio do exame chamado pletismografia a ar, em quatro situações: a voluntária calçada com salto de 3,5 centímetros (cm), salto agulha de 7,0 cm e salto plataforma, tipo Anabela, de 7,0 cm, e descalça. As mulheres foram submetidas aos testes uma única vez com cada tipo de calçado diferente.

Os resultados mostraram que o maior volume residual ficou com os saltos de 7,0 cm, tanto agulha quanto plataforma. Enquanto o volume residual venoso considerado normal é de 35%, nesses saltos chegaram a 59% em média, na plataforma, e 56%, no agulha. Já o salto comum, 3,5 cm, deixou 49% de resíduo, enquanto descalço foi de aproximadamente 35%. Segundo ele, o estudo mostrou que quanto maior o tempo de uso do salto, maior a exposição a esse fator prejudicial.

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Para ter pés saudáveis


- Lave e seque muito bem os pés depois do banho para prevenir o surgimento de frieiras.

- Nunca fique descalço em banheiros públicos.

- Evite o uso de sapatos apertados.

- Experimente sapatos no fim da tarde porque os pés costumam inchar ao longo do dia.

- Use meias de algodão.

- Lixe as calosidades pelo menos uma vez por semana. Não corte calos ou calosidades.

- Prefira que um podólogo execute o corte de suas unhas, que não podem ser aparadas muito rentes.

- Use hidratante próprio para os pés diariamente, massageando as áreas com maior calosidade.

- Se a pele estiver muito seca, passe hidratante e coloque meias para dormir.

- Deixe a unha sem esmalte pelo menos uma vez por semana para evitar o ataque dos fungos.

- Se você ficou muito tempo em pé ou caminhou demais, faça uma bela massagem com óleo ou creme apropriado e deite com os pés mais
elevados, apoiados sobre um travesseiro ou almofada.

- Procure andar descalça sempre que possível.

- Role uma bola de tênis sob os pés para aliviar a dor das arcadas.

- Caso você esteja com algum problema nos pés, consulte um podólogo.

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Para cuidar dos pés


1. Lançamento da Natura para o inverno, o hidratante para pele extra seca da linha Tododia leva extrato de cereja e avelã. Promete ação por 30 horas.

2. Diferentemente dos cremes tradicionais, a Adcos tem o Leite Relaxante de Algodão para pernas e pés, que alivia o cansaço e hidrata com um toque aveludado.

3. As microesferas do gel Suavity da Sther esfoliam suavemente, sem agredir, removendo impurezas e células mortas, além de hidratar.

4. A combinação de agentes emolientes do creme Reparador For Her, da Dr. Scholl?s, previne fissuras e descamação da pele causadas pelo frio e atrito dos sapatos.

5. O creme esfoliante intensivo Foot Works da Avon reúne abrasivos naturais (sementes e pedra-pomes). Ele remove as células mortas e suaviza calosidades.

6. O talco em creme Derma Nail hidrata, tem ação secativa por ser enriquecido com amido de milho e é antisséptico. Ideal para quem tem suor excessivo nos pés.

7. Com hamamelis e castanha-da-índia, o creme da Schraiber tem ação refrescante, nutritiva e emoliente. Recomenda-se usar duas vezes ao dia para aliviar dores nas pernas e pés.

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