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Palocci vê ?fogo amigo? e convocação

Folhapress
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Brasília - A situação política de Antonio Palocci (Casa Civil) se deteriorou nas últimas horas. No mesmo dia em que foi aprovada uma convocação para o ministro para depor na Comissão de Agricultura da Câmara, cresceu a pressão do próprio PT pela sua saída do governo e ele deixou de ir a um almoço com a bancada do PMDB no Senado para evitar ser confrontado.

A oposição driblou o governo e aprovou a convocação de Palocci na Comissão de Agricultura. À noite, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), "congelou" a decisão até terça-feira.

O "cerco" ao ministro também irá ocorrer no Senado. O presidente da CCJ, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), prometeu colocar em votação na quarta o requerimento de convocação de Palocci apresentado pela oposição.

O "fogo amigo" vem até de petistas. O próprio Marco Maia fez cobranças. "O Palocci tem que se explicar e já está fazendo isso", disse. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), mulher do ministro Paulo Bernardo (Comunicações), chegou a sugerir que ele deixe o cargo.

Maia negou que a espera leve Palocci a "sangrar" mais alguns dias. "Quero tomar uma decisão equilibrada."

A convocação foi aprovada ontem na Comissão de Agricultura enquanto os principais líderes do governo participavam de uma reunião no Palácio do Planalto com a presidente Dilma Rousseff e com o próprio Palocci. Participantes do encontro relataram que, ao receber a notícia, o ministro abaixou a cabeça e se calou.

Durante a votação na comissão, deputados aliados mais experientes estavam em outras comissões, já que havia cinco requerimentos para ser votados. Na véspera se comentava que a Comissão de Agricultura seria o palco escolhido pela oposição. Um deputado do PT disse a um senador do partido que parte da bancada decidiu deixar "correr frouxa" a sessão na comissão comandada pelo DEM.

Na hora da votação, o presidente Lira Maia (DEM-PA) pediu aos deputados que concordavam com a convocação do ministro que permanecessem como estavam.

Alguns levantaram os braços, sinalizando ser contra. Mas, como a votação era simbólica, não houve contagem e imediatamente foi anunciada a convocação do ministro. Dos 13 petistas que integram a Comissão de Agricultura, 11 estavam presentes.

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Pizza ?sabor Palocci?


Brasília - Em um protesto contra a crise política que atinge o governo, a oposição levou três pizzas para o plenário do Senado ontem. Com os nomes de "Sabor Palocci", "Luiz (Sérgio) Garçom" e "Medidas Provisórias", as pizzas foram encomendadas pelo senador Cyro Miranda (PSDB-GO) numa analogia do que o tucano diz ser o "momento atual" vivido no País.

Alguns senadores comeram pedaços das pizzas no próprio plenário, como Demóstenes Torres (DEM-GO), Lúcia Vânia (PSDB-GO) e Roberto Requião (PMDB-PR). Outros preferiram levá-las para o cafezinho situado ao lado do plenário.

O líder do PT, Humberto Costa (PE), recusou o convite de senadores da oposição para comer um dos pedaços. Patrocinador do protesto, Miranda disse que a pizza de Palocci é "indigesta".

A pizza "Sabor Palocci", segundo a oposição, serve como forma de protestar contra a falta de esclarecimentos do ministro sobre o crescimento do seu patrimônio em 20 vezes nos últimos quatro anos. Já a "Luiz Garçom" é uma crítica à postura do ministro Luiz Sérgio, articulador político do governo junto ao Congresso.

A última pizza é um protesto contra o excesso de medidas provisórias editadas pelo Executivo que, segundo a oposição, paralisam o Congresso.

No Senado, os oposicionistas também criticam o pequeno prazo para a análise das MPs na Casa -já que a Câmara consome quase integralmente o prazo de 120 dias para a tramitação das medidas.

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