Chicago - Duas novas drogas podem aumentar a sobrevivência de pessoas com o tipo mais mortal de câncer de pele. Pacientes com melanoma avançado que tomaram uma pílula ainda experimental, a vemurafenib, da farmacêutica Roche, tiveram 63% menos risco de morrer do que os que fizeram quimioterapia.
O estudo foi apresentado anteontem no congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Chicago (EUA).
Segundo Antonio Carlos Buzaid, chefe-geral do centro avançado de oncologia do Hospital São José, trata-se de um dos melhores resultados da história da oncologia. A pesquisa foi feita com 675 pacientes com melanoma avançado com metástase.
O líder do estudo, o médico Paul Chapman, do Centro de Câncer Memorial Sloan-Kettering, em Nova York, afirmou que o aumento da sobrevida observado nos seis meses da pesquisa é uma diferença grande para os pacientes com melanoma avançado, que geralmente sobrevivem só oito meses com os tratamentos atuais.
O vemurafenib foi feito para pacientes com tumores que têm uma mutação em um gene que permite que as células do melanoma cresçam. Cerca de 50% dos melanomas têm essa mutação. Os efeitos colaterais incluem irritações na pele, fadiga e dor nas articulações. Em cerca de 18% dos pacientes o remédio fez aparecer novos tumores de pele, mas que poderiam ser retirados com cirurgia.
Outro estudo apresentado no congresso mostrou que pacientes com melanoma avançado, sem tratamento anterior, que tomaram o medicamento ipilimumab, da Bristol-Myers Squibb, junto com a quimioterapia, viveram dois meses mais do que quem fez só químio. O medicamento estimula o sistema imunológico a lutar contra o câncer.