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Ministro deve pedir demissão hoje

Folhapress
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Brasília - O ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, pedirá à presidente Dilma Rousseff para deixar o governo hoje, revelou à reportagem uma fonte do governo.

O ministro acredita que não tem mais condições de se manter no cargo, disse ontem a fonte que pediu anonimato, depois que vários petistas e aliados de outros partidos avaliaram que o desempenho da articulação política do governo continuará precária se ele permanecer no ministério.

Luiz Sérgio, que já vinha sofrendo críticas, esteve no Rio de Janeiro ontem e não quis comentar sobre seu futuro. A assessoria dele negou sua saída. O nome mais cotado para suceder Luiz Sérgio é o da ministra petista da Pesca, a catarinense Ideli Salvatti, segundo um senador do PT que também não quis se identificar. Ideli foi líder do PT e do governo no Senado na legislatura passada.

Na viagem a Blumenau (SC), ontem, para entregar unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida, Dilma despachou a sós com Ideli. Se a escolha da presidente for mesmo Ideli, haverá descontentamento de parte dos aliados no Congresso. Durante seu período no Senado, a ministra catarinense acumulou desgaste com alguns colegas peemedebistas e da oposição. "Isso seria um desastre", disse o senador petista.

Na Câmara, o nome de Ideli também sofre rejeição, porque os deputados petistas consideram que esse cargo precisa contemplar um dos seus na Casa. A articulação para indicar um substituto para Luiz Sérgio uniu até desafetos. O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), resolveu promover um armistício com o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), que aceitou sentar para conversar por um consenso por outro nome com o líder do PT, Paulo Teixeira (SP). A relação entre os três está estremecida desde o início da legislatura.

Se o pedido de demissão de Luiz Sérgio for aceito, será a segunda baixa no primeiro escalão do governo da presidente Dilma Rousseff nesta semana. Na terça-feira, o ex-ministro-chefe da Casa Civil Antonio Palocci anunciou que deixaria a pasta, devido a denúncias envolvendo seu aumento patrimonial. Mesmo antes da saída de Palocci, que liderava a articulação política no governo, o desempenho de Luiz Sérgio na SRI vinha sendo questionado.


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PMDB reivindica participação

Brasília - O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), disse ontem que a presidente Dilma Rousseff não tratou ainda com o partido de como pretende redesenhar o modelo de relação política com o Congresso, desde a demissão de Antonio Palocci da Casa Civil, anteontem. A partir da indicação da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) para o cargo, os peemedebistas têm se reunido permanentemente para discutir a situação e reivindicar participação no redesenho dessa relação entre governo e Congresso Nacional.

Eunício Oliveira afirmou ainda que o partido está tranquilo uma vez que não reivindica a indicação para a Secretaria de Relações Institucionais, atualmente ocupada pelo petista Luiz Sérgio (RJ). Entretanto, em uma eventual troca do ministro, o PMDB quer um nome "que tenha bom trânsito na relação com o partido e as demais legendas da base do governo".

O parlamentar destacou, por exemplo, que o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), é um parlamentar que sempre teve boa relação com os peemedebistas.

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