O PIB cresceu 7,5% em 2010
O Produto Interno Bruto (PIB) mede a riqueza do País em determinado período. Em dólares, toda riqueza produzida no território nacional em 2010 totalizou US$ 2,09 trilhões. Comparando com o ano anterior, houve crescimento de 7,5%, já descontada a inflação no período.
Consumo das famílias foi elevado
Um dos fatores que puxou o PIB para cima foi o consumo das famílias. Com emprego estável, geração de renda na economia e crédito abundante, o consumidor saiu às compras. O resultado foi uma expansão de 7% na demanda das famílias.
Construção Civil expandiu
O setor de construção civil, forte geradora de riqueza e emprego, cresceu 11,6% em 2010. Excelente desempenho.
Agropecuária expandiu 6,5%
Se comparado a outros setores, a agropecuária brasileira não obteve a mesma performance. O dólar defasado justifica parte desse desempenho. Agora, 6,5% de crescimento é um número considerável.
O comércio cresceu acima de 10%
O setor comercial expandiu 10,7%, em 2010. O consumidor tirou parte do atraso de 2009 e o crediário potencializou as vendas.
Setor externo encurtou
Ainda sofrendo com a lenta recuperação externa após a crise internacional e com uma taxa de câmbio abaixo do necessário, o setor externo brasileiro patinou. Apresentou queda de 2,81% em relação a 2009.
O Brasil é sétima economia mundial
Com o desempenho de 2010, o Brasil ocupa a sétima posição entre as maiores economias mundiais. Estão na nossa frente os Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, França e Reino Unido.
Nem tudo são flores
A má notícia é que o último trimestre de 2010 desacelerou. A análise do último trimestre é que estabelece a tendência do que virá pela frente.
Inflação segura maior crescimento
O efeito colateral por não sustentar o crescimento, sendo um Estado gastador, é gerar inflação. Os índices inflacionários de início de ano apontam para um desempenho em 2010 acima da meta de 4,5% fixada pelo governo. Desta maneira, o governo, via Banco Central, já interveio no mercado aumentando a taxa de juros. O crescimento neste ano deve girar em torno de 4% a 4,5%, bem abaixo dos 7,5% de 2010.
A Selic foi a 11,75% ao ano
A taxa básica da economia, que é utilizada para, entre outras finalidades, segurar o consumo interno, foi elevada na última reunião do Comitê de Política Monetária para 11,75% ao ano, sendo 0,5 ponto percentual superior à taxa até então fixada pelo governo. Velhas práticas em que se atacam as consequências e não as causas da inflação. Mas como é início de governo vamos dar um crédito à equipe econômica.
Gargalos atrapalham crescimento
Quando o governo não investe em infraestrutura e não ataca os gargalos internos, o crescimento econômico acima de 5% ao ano, e no caso de 7,5%, não se sustenta. Começa a faltar energia para indústria. Além disso, há falta de armazéns, as estradas são ruins para o escoamento da produção, os portos são obsoletos e os aeroportos precários. Esses são alguns exemplos do tamanho do desafio a ser enfrentado nos próximos anos.
Voo da galinha
Sem investimento, o País viverá a eterna sanfona: cresce e encolhe. É o chamado voo da galinha, ou seja, não decola. O diagnóstico todos sabem, falta capacidade em realizar. Mas ainda há tempo.
Mude para melhor!
Sempre ouvi dizer que o número de amigos (amigos mesmo!) se conta em uma mão. Me convenço cada vez mais que isso é verdade. O dia a dia é massacrante. Os desafios não são poucos e a necessidade de apoio é enorme. Tenho observado o crescimento do individualismo e das "amizades" interesseiras. Por outro, esses poucos e bons amigos estão sempre presentes. Apoiam, incentivam, torcem por nós e é isso que dá o sentido na vida. A vida em sociedade requer senso coletivo. Alguns são tão egoístas que perdem momentos com seus familiares e amigos que somente o tempo mostrarão o quanto estão errados em suas práticas. Mude já, mude para melhor! Boa semana.