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Ideli promete ?dar vazão às nomeações?

Eduardo Bresciani
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - A nova ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, toma posse hoje com a promessa de "limpar as prateleiras" do Palácio do Planalto. Ela afirmou que vai dar vazão às nomeações para cargos de segundo e terceiro escalões represadas durante estes cinco primeiros meses do governo Dilma Rousseff e liberar para prefeituras o dinheiro de orçamentos de anos anteriores para o pagamento de obras já iniciadas.

Esses dois gargalos são apontados como fatores de insatisfação dos aliados no Congresso e principal desafio da nova articuladora política da presidente.

Os líderes da base são unânimes na reclamação de que várias indicações já acertadas entre os interessados no posto e entregues à presidente estão há meses à espera da nomeação pelo Planalto. O PMDB contabiliza ter pelo menos 50 apadrinhados nesta situação. No PT a espera é pela nomeação de quase o dobro. São diretorias de estatais, bancos, autarquias e postos de chefia nos Estados.

A própria Ideli diz que vivenciava este problema no ministério da Pesca. Segundo ela, negociações para cargos nos Estados estão decididas há dois meses e mesmo assim as nomeações não saíram no Diário Oficial. "Imagino que assim como acontecia na Pesca, essa situação está acontecendo em vários outros ministérios", reconhece a ministra.

Segundo a ministra, seu papel será destravar este contencioso com os partidos. "Quero me dedicar para fazer a limpeza da prateleira. O que está equacionado, vamos resolver", disse. Ela reconhece que isto provocará a redução de insatisfações dentro da base aliada. Ideli avalia também que isso ajudará o governo a melhorar o seu próprio desempenho. "Acaba que a ponta fica imobilizada. Quem está em dúvida se vai ficar não sabe como agir no cargo e isso sempre acaba trazendo um prejuízo para o governo."

A promessa vai ao encontro da expectativa dos parlamentares aliados, que reclamavam da demora no atendimento destas demandas. "Como tinha aquela duplicidade, gerava uma inexistência de atendimento", afirmou o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). Ele se referiu ao comando anterior exercido pelo ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci e pelo ex-titular das Relações Institucionais Luiz Sérgio.

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