Regional

Fehidro libera R$ 250 mil para instalar interceptores de esgoto

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Dois Córregos ? O Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) liberou verba no valor de R$ 250 mil para projeto de revitalização do Córrego Fundo em Dois Córregos (73 quilômetros de Bauru). A obra prevê a instalação de interceptores de esgoto no bairro Santo Antônio - onde irá funcionar o novo Setor Industrial da cidade - até o Jardim América e integra o sistema de tratamento de esgoto da cidade que deveria estar funcionando desde o final de 2009.

Segundo a prefeitura, no local onde os interceptores serão colocados, já existe uma rede coletora que levará os dejetos até a estação elevatória da futura Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). No mesmo projeto, está prevista ainda a construção de uma passagem de tubulação na avenida Luiz Faulin Filho (localizada em uma das entradas da cidade) para acabar com os problemas de refluxo de esgoto e alagamentos no local.

No total, serão instalados 923 metros de tubulação, o que vai evitar o despejo de dejetos no Córrego Fundo. A assinatura do convênio para posterior liberação da verba deverá ocorrer nos próximos dias.

O prefeito Luiz Antônio Nais (PSDB) informou que, além dos R$ 250 mil, haverá contrapartida da prefeitura no valor de R$ 97 mil, totalizando R$ 347 mil. "Estamos próximos de entregar a nova Estação de Tratamento de Esgoto e, agora, com este recurso, vamos instalar a tubulação necessária para tratar 100% o esgoto de Dois Córregos e isso é um avanço extraordinário que estamos conquistando", declara.

A construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Dois Córregos se arrasta desde 16 de junho de 2008, quando o município e a Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo (Codasp), empresa responsável pela execução dos serviços, assinaram contrato estabelecendo prazo de 12 meses para a conclusão da obra.

Problemas na aquisição dos terrenos teriam demandado alterações no projeto original, inclusive orçamentárias. Apesar dos atrasos, a construção dos emissários continuou sendo feita normalmente.

A obra, orçada em cerca de R$ 2,189 milhões, ficou paralisada por dois meses apesar de a prefeitura ter repassado R$ 1 milhão à Codasp. Quase dois anos depois, a ETE, que ocupa área de 8,5 alqueires, ainda não foi inaugurada. Quando entrar em atividade vai atender uma população de 30 mil habitantes e tratar 100% do esgoto produzido na cidade durante 20 anos. Atualmente, apenas 10% do esgoto produzido no município passa por tratamento.

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