Turismo

SALTA


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Salta, La linda, ou seja, "a linda". Assim os argentinos definem a Província de Salta, incrustada no sopé da Cordilheira dos Andes, no noroeste argentino. Argumentos que justifiquem a expressão existem de sobra. Além da arquitetura colonial da Capital homônima, a província conta com paisagens monumentais talhadas pelas água e pelo vento, por onde se espalham vinhedos, cactos, areias e riachos.

Na Capital, o Cabildo de Salta, antiga sede do poder político, exibe a riqueza que a província teve nos tempos coloniais, quando era uma escala comercial entre o porto de Buenos Aires e as minas de ouro e prata da atual Bolívia. Nesse período, floresceram construções religiosas, das quais os exemplos mais emblemáticos são a Igreja de San Francisco e o convento de San Bernardo. A catedral da cidade, construída no século 19, exibe a imagem da Virgem do Milagre, à qual os mais religiosos atribuem a salvação de parte de Salta no violento terremoto de 1642.

Outro destaque é o Museu de Arqueologia de Alta Montanha, que, além de artesanato pré-colombiano, exibe múmias indígenas dos tempos da presença inca no norte argentino. As mais enigmáticas foram denominadas Niños de Llullaillaco, encontradas a 6.700 metros de altitude.

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Descanso ao pôr-do-sol

Para ter uma bela panorâmica de Salta, especialmente para ver o pôr-do-sol, vale ao menos visitar o bar - ou fazer uma reserva no restaurante, um dos melhores da cidade - do Hotel Sheraton(www.starwoodhotels.com/sheraton). Ou, então, se hospede por lá: as diárias começam em US$ 184.

Outra opção confortável de hospedagem, em pleno centro histórico é o Solar de La Plaza (www.solardelaplaza.com.ar), em estilo neocolonial. As diárias custam a partir de US$ 190.

Com bela arquitetura, vida cultural intensa e repleta de opções gastronômicas - a suculenta culinária local mistura origens indígenas, temperos espanhóis e um toque de imigrantes árabes e italianos -, Salta costuma reter o turista em seus domínios. Mas tente resistir ao máximo: há muito o que ver na vizinhança.


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Paisagens que encantam


Em direção a Cafayate, passando pelo vilarejo de Alemania - que se transformou em refúgio de hippies remanescentes dos anos 1970 -, a paisagem verde dos campos saltenhos se transforma drasticamente. Em seu lugar, surgem montanhas polidas pela erosão ao longo dos séculos. Ali começam os Vales Calchaquíes.

Um dos pontos mais interessantes está na Quebrada de las Conchas, por onde se espalham rochas sedimentares de até 90 milhões de anos. Esculpido pela ação do vento, o Anfiteatro é dotado de tal acústica que chega a receber concertos de música erudita e folclórica.

Depois de passar por Cafayate, siga para o norte, pela estrada número 40, para encontrar os vilarejos de Molinos, centro das festividades da Virgem da Candelária. Faça uma breve parada na Igreja San Pedro Nolasco, de 1659.

Ao norte de Molinos, Seclantás é conhecida por sua tradição na tecelagem. Se quiser voltar para casa com um poncho, não há melhor lugar para comprá-lo. Mas deixe para escolher outras peças de artesanato em Cachi, vilarejo que fica nas imediações, famoso também pela qualidade de seus doces.

Na volta para Salta, não deixe de reservar um tempinho para conferir as paisagens do Parque Nacional Los Cardones, repleto de cactos gigantes.


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Hotéis usam vocação vinícola local para entreter hóspedes


Os hotéis próximos de Cafayate souberam usar a seu favor a vocação da região. O Hotel & Spa Patios de Cafayate (www.patiosdecafayate.com), por exemplo, mantém vinícola própria, a Bodega El Esteco. Assim, os hóspedes podem passear pelos vinhedos, participar da colheita e até conhecer o processo de envelhecimento e produção da bebida.

No refinado restaurante do hotel, o vinho está presente nas refeições, harmonizado com os sabores regionais. Além disso, os hóspedes podem relaxar enquanto se banham em vinho - literalmente. O Wine Spa oferece diversos tratamentos com sais e cremes produzidos a partir das uvas colhidas no hotel, que contêm propriedades antioxidantes dos polifenóis da fruta. A diária sai por a partir de US$ 484. Já em Colomé, a oeste dos Vales Calchaquíes, o turista tem a opção de repousar na Estancia Colomé (www.estanciacolome.com), hotel-boutique erguido pela família Hess em meio a uma charmosa fazenda.

Do restaurante, é possível avistar os vinhedos que produzem Malbecs e Cabernets Sauvignons a uma altitude que varia de 2.200 a 3.111 metros. A adega também conta com o museu que reúne grande parte da obra do artista plástico James Turrell. Diárias desde US$ 390.

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Vinho branco é o principal atrativo
da região


A natureza foi generosa com Cafayateos Andes estão ali para comprovar, assim como o desfiladeiro batizado com o nome da cidade e um céu que parece mais azul no contraste com o verde dos cactos. Mas não dá para negar que, atualmente, o principal atrativo da região chega ao mundo engarrafado.

Frutado e extremamente aromático, o vinho branco feito com a uva Torrontés conquistou mercado na Europa e nos Estados Unidos. A ponto de alguns experts acreditarem que ele pode se tornar tão sinônimo de Argentina quanto o tinto Malbec. Parêntese necessário: embora existam uvas de nome igual na Galícia e na Ilha da Madeira, a Torrontés pode ser considerada nativa da Argentina.

O clima seco de Cafayate sempre foi favorável ao plantio das vinhas, tanto é que o cultivo ali começou no fim do século 19. A região conta, ainda, com temperatura entre 15 e 18 graus durante a fase de crescimento das uvas, boa condição de luminosidade e solo arenoso. Só que a produção de qualidade teve início apenas nos anos 1990, quando as pequenas vinícolas locais começaram a incorporar novas técnicas e a investir de fato na Torrontés.

Hoje, a cidade concentra as vinícolas-boutique da província, para o deleite dos apaixonados pela bebida. Em tempo: Cafayate também produz vinhos com uvas Malbec e com a Tannat, típica do Uruguai. Aliás, a crescente produção de Tannat na província argentina acabou chamando a atenção dos vizinhos - e algumas vinícolas uruguaias acabaram se associando a bodegas de Cafayate.

Para provar o melhor, um bom começo é a Bodega El Porvenir, fundada em 1890 por uma família de imigrantes italianos. Seus vinhedos, espalhados em 78 hectares, estão a 1.750 metros de altura e produzem 200 mil garrafas por ano. É preciso agendar a visita.

Também não deixe de passar pela El Esteco, cujas instalações estão na área do hotel Patios de Cafayate. Na época da colheita das uvas, o Patios realiza para seus hóspedes degustações coordenadas por enólogos, além de jantares nos vinhedos.

A El Esteco tem 400 hectares de vinhedos e também está aberta a visitas. Há programas variados. Se puder escolher, fique com o mais longo, que dá direito a explicações no vinhedo, tour pelas caves e degustação de todos os rótulos. Por ali, o Don David se destaca pela boa relação custo-benefício.

SAIBA MAIS


El Porvenir: Confira detalhes no www.bodegaselporvenir.com (clique em Experiencia Porvenir).

El Esteco: Oferece vários tipos de experiência, com duração de pelo menos uma hora. A mais completa leva 2h45.

Mais no www.elesteco.com.ar.

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