Bairros

Agente penitenciário flagrado com celulares na P2 volta ao trabalho

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

O agente penitenciário Luiz Antonio Joaquim Teles, 58 anos, que foi preso em flagrante na semana passada tentando introduzir celulares na Penitenciária 2 (P2) de Bauru voltou ao trabalho esta semana na mesma unidade prisional. Ele conseguiu a liberdade provisória ainda na última sexta-feira, dois dias depois de ter sido detido.

O acusado foi flagrado no dia 15 por agentes da portaria que notaram uma deformidade na roupa do acusado. Na revista ao agente penitenciário foram localizados oito celulares e seus respectivos carregadores fixados em suas pernas e braços. Ele foi autuado em flagrante por corrupção passiva e por tentar ingressar com aparelho telefônico de comunicação móvel sem autorização em estabelecimento prisional.

Dois dias depois, por decisão da 3.ª Vara de Execuções Criminais de Bauru, Luiz Antonio Teles ganhou o direito de responder ao processo em liberdade, entretanto, sem se ausentar de Bauru.

Segundo a assessoria de imprensa da SAP, "Em face dessa decisão judicial, o Agente de Segurança Penitenciária reassumiu sua atividade, porém, por questão de segurança da unidade penal, presta serviços junto à área externa".

Todavia, mesmo com a liberdade provisória e o retorno ao trabalho, a SAP afirma que a ação do agente está sendo apurada internamente. "A atitude criminosa enseja a abertura de Processo Administrativo Disciplinar, cuja pena vai de suspensão até demissão a bem do serviço público", afirmou, em nota, a assessoria de comunicação.

A reportagem ainda obteve informações de que Teles responde a um processo por ocorrência semelhante em uma unidade prisional em Araraquara. Questionada, entretanto, a assessoria da SAP não confirmou o fato.

Quando foi detido, além dos oito celulares que estavam presos em seu corpo, foram apreendidos outros dois aparelhos no carro do suspeito. "O agente penitenciário veio até aqui ontem (anteontem) com as notas fiscais para reaver esses dois aparelhos. Entretanto, como eu já havia encaminhado o inquérito, disse que ele terá que acionar o fórum posteriormente para isso", conta o delegado do 1º Distrito Policial (DP) de Bauru, Eduardo Sganzela, responsável pelo caso.

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