Política

Dilma não deve prorrogar decreto de emendas parlamentares de 2009

Da redação JCNet
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A presidente Dilma Rousseff não está disposta a se dobrar à pressão dos aliados e não deve prorrogar o decreto que permite o pagamento de emendas parlamentares de 2009, segundo a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), que ouviu de líderes da Câmara nesta terça-feira que não votarão mais nada em represália.

O decreto vence no próximo dia 30, e aqueles prefeitos que não conseguirem concluir licitações e dar início da obras ou compra de equipamentos até essa data não poderão reivindicar mais esses recursos inscritos nos restos a pagar do orçamento desde 2009.

"A preocupação é que neste ano nós tenhamos um rigor fiscal, tenhamos a contenção dos gastos", disse a ministra em entrevista coletiva.

"Então, até o dia 30 nós estaremos levando à presidenta a preocupação das bancadas, mas tenho a convicção de que essa questão econômica, do controle da inflação, deverá ter um grande peso na hora da decisão, que já vem sendo sinalizada, de não prorrogação do decreto", acrescentou.

Os aliados pressionam porque consideram o cancelamento de emendas um calote do Executivo e argumentam que está faltando ao governo mais "sensibilidade política", nas palavras de um parlamentar que se reuniu com Ideli nesta terça.

Para esse deputado, que falou sob a condição de anonimato à Reuters, "os aliados ficaram azuis de raiva" quando Ideli disse que a presidente considera esse decreto improrrogável. "Nós dissemos a ela que isso não é gasto, é investimento. E que não votaremos mais nada se não houver a prorrogação", contou o aliado, acrescentando que a reação foi generalizada.

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