Tanques se dirigem a Caracas, ruas esburacadas estão sendo recapeadas e bandeiras foram hasteadas para festas de rua - mas parece certo que a atração principal estará ausente da festa do bicentenário da independência da Venezuela.
O presidente Hugo Chávez, em Cuba depois de passar por uma cirurgia para a retirada de um tumor canceroso, tem poucas chances de estar presente à festa nacional venezuelana na terça-feira, que ele aguardava ansiosamente há anos.
Tendo cancelado uma cúpula regional planejada para coincidir com as festividades de 5 de julho, o líder socialista teria adorado comandar o evento.
Há anos Chávez vem se retratando como reencarnação do herói da independência Simon Bolívar e assumindo com muito gosto o papel antes desempenhado pelo cubano Fidel Castro de principal fator de irritação de Washington na América Latina.
Mas o anúncio dramático, feito na noite de quinta-feira, de que foi diagnosticado com um câncer parece jogar por terra qualquer esperança de que ele possa voltar para casa a tempo de fazer gestos políticos grandiosos na terça-feira.
As autoridades venezuelanas pretendem seguir adiante com os comícios e a parada militar. Helicópteros e jatos vêm sobrevoando Caracas, treinando para a festa.